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Como manter o equilíbrio em cima da corda bamba?

Essa é a pergunta que tenho me feito nos últimos dias. Estou trabalhando num emprego novo, e isso todos já sabem. O fato novo é que meu trabalho, apesar de ser bastante gratificante, de não ser nada monótono e de me valorizar enquanto profissional, é um trabalho totalmente contrário ao equilíbrio. Meu chefe é um porra-louca da mais alta porra-louquice. Meus horários são uma zona. Meu acesso à dinheiro é relativamente aberto. E eu estou completamente perdido.

Não no emprego, claro. Sou bom no que faço, e o que faço, sei fazer da melhor maneira possível – melhor inclusive do que alguns que já estão há muito tempo no ramo. Estou perdido é com meu transtorno bipolar. Como tenho um chefe altamente megalomaníaco (e desconfio, bipolar ao cubo), todo o meu transtorno contido acaba parecendo brincadeira de criança, perto dele. E infelizmente, acabo sendo estimulado à megalomania – coisa que eu sei não ser nada seguro para mim. É como se estivessem o tempo todo oferecendo álcool a um alcóolatra em recuperação. Só que não sabem que eu sou um bipolar, e por isso me “tentam” o tempo todo. E mais… acham que é normal oferecer álcool às pessoas. Não sabem o risco que corro em ser tentado constantemente.

Ironicamente, tirando o sono perdido (que me faz muita falta), a mudança da rotina “equilibrada” de alimentação, sono, horários de trabalho, viagens, etc… não parecem ter me feito mal (ou ao menos muito mal). Talvez o fim da minha insatisfação profissional tenha maquiado… não sei… mas como já disse, tirando o sono, me sinto tão bem quando poderia me sentir.

Talvez o dinheiro – que realmente parece ser a raiz de muitos dos meus males, para não dizer todos – que hoje tenho (e que deixa de ser uma grande preocupação, afinal) tenha me dado um alívio. Digo… antes se eu atendia qualquer desejo, me endividada. E isso logo parecia ser um forte sintoma do TBH. Agora… gasto, me realizo, e isso nem parece ser tão ruim assim. Ou talvez eu não queria enxergar… mas vou indo.

O maior problema dessa rotina louca é o afastamento dos amigos. Os da internet e os reais. Em uma semana, eu entrei na internet apenas pelo celular, pra checar e-mails. E boa parte das ligações de amigos reais que recebi, foram recusadas por estar em meio à importantes reuniões ou em locais onde o uso do celular não é permitido…

E eu me pergunto, como manter o equilíbrio… Quer dizer… nem sei se estou desequilibrado ou não. Tudo é muito novo – sensações, possibilidades, limitações… Espero que eu consiga lidar com isso tudo.

E pra que o post não se torne tedioso demais… lembrei que comprei um massageador para as costas… E uma noite dessas resolvi tentar outras utilidades – passei nos pés… depois massageei as pernas, e por acaso fui para o baixo-ventre…. De lá o massageador foi para meu pau aquele-lugar-que-não-devo-falar-na-internet-para-ser-politicamente-correto… e bem… pode ser estúpido, mas depois de uns oito minutos… tive um orgasmo que há muito eu não tinha. Eu já havia imaginado uma mulher se masturbando com um negócio daqueles… mas não imaginei que poderia, sendo homem, fazer algo semelhante. E isso me deu idéia do que querer de presente de aniversário – que está quase chegando: quero um grande e forte orgasmo. Ou vários. De preferência que não seja solitário.

Agora… vou indo. Depois deixo mais posts. Ah… continuo lendo os recados, os blogs amigos… mesmo na correria, não esqueço de vocês.

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Novo emprego

Tenho gostado bastante do novo emprego, exceto nos raros momentos de tensão – onde toda a equipe quer confrontar o chefe, mas ninguém tem coragem: todos me estimulam, dizem que vão me apoiar, e quando eu começo, todos caem fora. De qualquer forma, estou gostando bastante.

Por outro lado, tenho tido cada vez menos tempo para a internet. Em parte isso é bom, porque a internet já não era mais a mesma coisa. Mas sinto falta de algumas pessoas, que de tão próximas, emocionalmente falando, se tornaram especiais, mesmo estando distantes fisicamente.

Nos últimos dias eu estive em Brasília. E como meu irmão aproveitou pra vir passar férias em minha casa exatamente nesse período de transição para um novo emprego… ele tem me acompanhado em minhas viagens de trabalho. Felizmente ele é super tranquilo, e não estressa com isso.

Bem… eu nem poderia estar aqui, agora. Tenho coisas à fazer. Mas tinha que passar pra dizer que estou com saudades de muitas pessoas, que mesmo sem postar tenho lido os comentários e que não pretendo abandonar o blog.

É isso. Sobre minha saúde mental… depois posto uma notinha.

Fui.