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Dias frios, bebidas mornas!

Minha vida tem parecido assim, ultimamente. Dias frios e bebida morna. Meio morna, pra ser mais honesto.

As férias da faculdade não tem me rendido muito descanso – nessas épocas o fluxo de serviço aumenta aqui onde trabalho (como nos cursinhos pré-vestibulares) e duas pessoas do setor tiraram férias: eu assumi suas tarefas, mas não assumi seus proventos. Isso me gera quase duas horas a mais de serviço todos os dias (inclusive por estar tirando uma hora diária pra fazer plantão no estágio). Não tenho saído do trabalho antes das 19h30. Comecei sem postar… hoje nem consigo mais ler os blogs que eu gosto.

As coisas aparentemente me parecem bem. Tenho esperança como nunca antes. Os dias parecem frios e as coisas parecem complicadas, mas isso não me abala. A grande questão é que ando agindo como se estivesse deprimido: tenho comido além do normal, dormido mais, tido compulsão por assistir e ler (só esse fim de semana foram 200 páginas e quase 17 horas de séries) – mas não sinto tristeza, dor, medo, fraqueza…

Será se acostumei com a depressão que não sinto mais os sintomas emocionais ruins? Ou será que o que eu temia ocorreu: minha medicação começa a perder seu efeito (mas em compensação estou “relativamente equilibrado psicológicamente” que estou equilibrando os distúrbios bioquímicos à força)?

O pior é que minha médica me disse pra só voltar depois das férias, a menos que fosse algo muito urgente. Isso porque eu estava ido lá “de mês em mês”, e talvez estivesse ficando “viciado” ou tentando substituir psicoterapia por clínica (e minha médica não é psicanalista, então não adiantaria nada). Claro que o tratamento dela é voltado pra gerar autonomia e eu entendo. Então ela tem tentando me programa pra ir cada vez menos lá, a menos que seja realmente necessário –  e na verdade até gosto disso.

Ou será se a vida é assim mesmo, morna? E somente num ou noutro dia as coisas são quentes? Talvez a minha expectativa é que seja grande demais. Talvez o “fracasso” seja uma necessidade auto-perfeccionista exacerbada, uma vontade constante de superação e de busca do novo e de desafios.

Entretanto, acho que se os dias fossem mornos e as bebidas fossem frias, eu estaria reclamando do mesmo jeito. E se fossem quentes e frios idem.

Como estar satisfeito? Onde está a satisfação?

No final desse post conformo-me em estar sempre insatisfeito e acho até legal – talvez isso me impulsione a estar crescendo. Agradeço a Deus porque hoje ao menos estou bem, e agora sei que sou normal. Talvez o que esteja faltando é dar passos em frente na vida afetiva e profissional, mas sei que isso será apenas questão de tempo.

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