Archive for junho \30\UTC 2008|Monthly archive page

dando satisfações!

Ando Meio Desligado

Composição: Rita Lee

Ando
Meio desligado
Eu nem sinto
Meus pés no chão
Olho
E não vejo nada
Eu só penso
Se você me quer
Eu nem vejo a hora
De te dizer
Aquilo tudo
Que eu decorei
E depois do beijo que eu já sonhei
Você vai sentir mas
Por favor, não leve à mal
Eu só quero que você me queira
Não leve à mal.

É bem assim que me sinto nos últimos dias… desligado… sem tempo…

Aliás, comecei a escrever esse post 11h, e agora são 18h15… Tive um dia cheio. Como tem sido nessas últimas duas semanas. De qualquer forma, estou bem: estou me sentindo mais realizado comigo mesmo, as férias (da faculdade) estão dando oportunidade pra eu sair do tédio (penso que, pela primeira vez, de forma equilibrada) e o trabalho dos últimos dias tem me realizado também.

Meu coração está tentando se agarrar numa nova perspectiva. Por enquanto são apenas flertes, trocas de selinhos e poucas carícias… mas o negócio pretende ser melhor do que nunca foi. Eu só quero que ela me queira… não levem à mal.

E só passei no blog pra dizer isso, porque eu tenho leitores fiéis e assíduos (os comentantes e os não-comentantes, mas que enviam e-mails…) que sentem a minha falta. Amanhã quero ver se atualizo tudo por aqui – já vou ter que atender outro chamado urgente…

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Cara nova… post scriptum

Segredos são vitais. Por motivos que irei explicar nesse post…

Estou tentando diagnosticar/enxergar os principais erros que tenho tido nos meus comportamentos – fruto da Terapia Cognitivo-Comportamental. Depois disso, estou tentando me policiar para não os cometer mais. E os dois erros que mais freqüentemente tenho cometido são:

1) Fazer as coisas em busca de promoção e reconhecimento – para tanto, tenho procurado fazer as coisas aos outros sem criar expectativas em relação à agradecimento. E mais, tenho até mesmo evitado de participar do orkut, de colocar minhas iniciais em relatórios do trabalho… Isso tem me feito bem, porque ao invés de gerar expectativa pelo reconhecimento e por ser visto (e ficar frustrado quando esse reconhecimento não vêm), tenho focado minhas energias emocionais para produzir;

2) Falar demais, especialmente para me auto-promover: e na verdade, tudo eu tenho que contar para todo mundo. Eu sei guardar os segredos dos outros muito bem. Mas os meus próprios… putz… e percebo que além disso ser necessidade de “aparecer” (seja positiva ou negativamente, nesse último caso, causando impacto, gerando sentimentos de piedade, pena, comoção…) também é uma atitude de auto-boicote. E mais… como diria o sábio, “o segredo do sucesso é guardar segredo”. As vezes ao falar de certas coisas, cria-se uma energia de inveja, de egoísmo… E mesmo pros amigos, alguns deles começam a fazer pensamento negativo – inocentemente – por não achar que aquele não é o caminho correto a seguir. E aqui lermbro de uma amiga que recentemente casou-se e foi pra Europa. Enquanto eu (e alguns outros) dávamos apoio, muitos que se diziam amigos eram totalmente contrários – seja pela frente, ou pelas costas… apenas por não concordar com ela.

Assim… estou tentando não contar pra ninguém, nem mesmo os amigos que eu realmente confio (como a Laura, por exemplo) o que eu irei fazer no meu aniversário…

E a resposta é Não ! Infelizmente Não vou fazer uma suruba no dia do meu aniversário – como alguns já me perguntaram…

Cara nova…

Fim de semestre na faculdade e eu tomo um novo gás – e isso porque eu sequer recebi as notas de todas as avaliações e estou com monografia atrasada (assim como 30% da turma). Entretanto, o próximo período será o último e eu já começo a sentir novos horizontes pela frente.

Enquanto minha esperança é renovada, aproveito para dar uma renovada no layout do blog, uma replanejada no meu orçamento anual, e uma mudança nos objetivos de médio e longo prazo. Só não fiz nada radical ainda com minha imagem. Ainda…

Na verdade, acho que isso é uma conjugação de fatores: a estabilidade – que na minha opinião nunca esteve tão forte como agora; a proximidade com o final do curso – que me dá um alívio enorme; as oportunidades que parecem se delimitar na minha vida, e uma série outras coisas que parecem suavizar a luta cotidiana.

O fato é que ando planejando dar uma modificada nos móveis em casa, fazer uma faxina e jogar papéis fora, fiz uma faxina na minha sala, aqui no escritório… se tivesse com grana sobrando iria até derrubar uma parede lá em casa, fazer um balcão americano, renovar a pintura…

Queria também dar uma trocada no guarda-roupas, mas o que foi possível foi comprar duas peças novas de roupa – o que aliás não fazia há muito tempo.

E costumam dizer que os dias que antecedem o aniversário são um inferno astral. Bobagem… meu aniversário chegou e até agora não vi fogo algum… aliás… deixa eu ficar calado porque ainda faltam dias… pouquíssimos, mas já tá em cima.

Aliás, falando nisso, desabilitei a opção de lembrete dos amigos no orkut. O povo do trabalho sempre lembra porque tem uma agenda de aniversários do mês e sempre tem festinha… mas tirando esses, quero fazer questão de passar a data como outra qualquer. E não porque não queria comemorar, mas sim porque esse ano eu irei comemorar sozinho.

Planejei uma coisa muito particular e não pretendo revelá-la para ninguém. Nem mesmo para meu melhor amigo. Depois que passar umas duas semanas, quem sabe, eu conte aqui no blog.

Até lá minha prioridade é repaginar minha vida, com ou sem dinheiro.

Abstração, uma tarefa inútil e/ou impossível?

Abstrair significa afastar, separar, considerar isoladamente, separar mentalmente, concentrar-se ou distrair-se (concentrar-se no isolado)… dentre outras acepções da palavra.

Foi o que tentei fazer durante esse fim de semana. Abstrair-me dos probremas… Fingir que depois do diagnóstico do transtorno bipolar do humor tudo pode ser igual – e que posso levar uma vida normal. Foi, aliás, um típico fim de semana normal.

Começou na quinta, quando uma série de preocupações não me afetaram. Tentei lidar com tudo de maneira racional e objetiva, coloquei os problemas na ponta do lápis e risquei aqueles que pude equacionar durante o dia. Na sexta algumas soluções (diria até que miraculosas) surgiram para outra gama deles, e pude risca-los da lista também. Até então a bipolaridade havia sido totalmente abstraída.

Sexta-feira tive prova, e por milagre consegui estudar (isso apenas porque sexta saio uma hora mais cedo do trabalho), e consegui terminar a prova rapidamente. Marquei um happy-hour pós-aula com amigos, mas na hora H, tudo furou. As baladas também. Fiz oito ligações em busca de uma balada, um cinema, uma ida a um pub, um jantar com amigas, assisitir o futebol num barzinho cool com uns amigos… nada. Nem meu colega de apartamento topou sair pra comer arroz frito (um convite que geralmente ele não recusa).

Então resolvi passar na locadora, peguei duas primeiras-temporadas de novas séries (que ainda não assisti), comprei pizza e soda… e fui pra casa. Programa que há muito eu não fazia (por medo de me lembrar de crises de fobia-social e depressão)

Sábado, miraculosamente, acordei cedo, e resolvi ir ao clube. Almocei por lá. Passei a manhã só observando as garotas de biquíni e trocando sms’s com uma amiga. Depois do almoço uma galera ia pra jogar sinuca, tomar banho de piscina e talz (o que aconteceu). Acabou rolando de conhecer uma linda garota e marcamos um boliche no próximo fim de semana… encontro promissor: garota pra casar (bonita, aparentemente madura, agradável, trabalha e estuda, origem pobre como eu, enfim…).

De lá fui fazer compras e de noite fiz um estrogonofe (há muito eu também não cozinhava, talvez também um trauma dos tempos de fobia-social e depressão).

Domingo sai pra comer fora. Mais seriados… curti preguiça e foi ótimo. Há muito tempo eu não tinha lembrado como a vida simples poderia ser tão boa… abstração.

O problema é que amanhã começa a vida real. A questão é que só faço essas coisas quando tenho grana (e normalmente vivo sem grana, exceto nos dias depois do pagamento). O ponto é que ir pro clube e esquecer todos os problemas, assistir seriados e me enfiar na fantasia e problemas-hipotéticos dos personagens é uma fuga.

Então eu me pergunto: Abstrair essa doença é realmente possível? Ou pelo menos por um tempo considerável (e por um custo financeiro e emocional) que valha a pena tentar? Afinal, que utilidade tem abstrair que tenho esses transtornos me perseguindo – esses malditos remédios, esses efeitos colaterais que me deixam ainda mais importente diante da vida, ter que pensar duas vezes antes de me relacionar sério com uma mulher (por medo de me envolver e quando ela descobrir ela cair fora) – se a forma de abstração é uma fuga que se opõe ao tratamento: que basicamente é: fuja de tais coisas (usar dinheiro, comida, sexo, etc…) para te dar felicidade e torne-se consciente de quem você é.

Estou virando um cachorrinho correndo atrás do rabo?

A grande questão é: tenho uma doença que “se correr, ela me pega; mas se eu ficar, ela me come”. Se não me trato, viro um porra louca, inconsequente, desequilibrado, ora estourando dinheiro, ora completamente socialfóbico e deprimido – em pouco tempo estarei sem amigos, emprego e totalmente endividado. Se me trato, minha vida passa a girar em torno da doença, do tratamento, dos efeitos colaterais – inclusive minha vida acadêmica, profissional, sentimental… E se procuro uma alternativa pra me tratar mas esquecer que tenho a doença ao menos por instantes (leia-se, abstrair), buscando ao menos um pouco de  sanidade, ar fresco, alívio (enfim, descansando dessa porra toda de tratamento e doença), eu acabo destruindo todo o tratamento – ou seja, volto à estaca zero.

E então? Abstrair ou não abstrair? Eis a questão !!!

Vitórias…

Só pra atualizar…

Das sete matérias que faço na faculdade, além da monografia, terminei cinco delas. Quinta farei uma prova, e sexta a outra. Em ambos os casos terei chance de exame final. Felizmente, em duas delas já recebi boas notas e consegui passar (exatamente as duas matérias críticas). Três ainda não tenho nota, mas tenho boas notas na primeira prova e a segunda prova foi legal (inclusive o estágio). E das matérias que estão faltando, uma eu tenho nota razoável, mas parece que o professor vai passar todo mundo e outra eu tenho nota máxima – então só preciso de nota mínima pra aprovação…

Monografia fica pro próximo semestre mesmo, invariávelmente. Ao menos terei tempo de reprogramar. Terei que ir à Capital, em uma caça aos livros… na hora de escolher o tema dei um passo maior que a perna e meu orientador disse “mais longe”. Agora, me fudi… Mas no final, sei que vai valer a pena. Será melhor fazer algo que me realize do que fazer um tema medíocre só pra cumprir formalidade acadêmica…

No final de semana, consegui me controlar e não liguei (leia post anterior). Fui pro clube (que aliás consegui me associar a um clube por indicação de um amigo, sem ter direito… agora tenho mais uma opção pros fins de semana). De lá surgiu um churrasco na casa do amigo de um amigo – não rejeitei. Lá só tinha mulher casada, mas foi legal ampliar o ciclo de amizades…

E a semana começou como outra qualquer… mas já me meti em outra enrascada sentimental. Agora foi um ex-rolo do passado que veio correr atrás de mim. E eu tentado, estou caindo… poootz como somos burros. Se dizem que homem é tudo palhaço, eu acho que quando homem não é palhaço, as mulheres o fazem de palhaço só pra ter o gostinho… rsrsrsrsr

Agora tenho que terminar um relatório. E depois fazer um trabalho da faculdade que será nota parcial da prova. Depois vou navegar nos blogs amigos… rsrsrsr

Atualizando:Eu pensei q tinha publicado o post… ficou em rascunhos… Eu lembrei agora de visitar o site e só agora percebi. Entretanto, lembrei que eu tinha feito uma busca no orkut, pelo profile da dita-cuja e não achei… sorte. Agora, navegando pelo profile de um amigo, ocasionalmente encontro-a… E só de ver a pessoa senti repugnância e lembrei de todas as coisas desagradáveis sobre a pessoa… ainda bem que resisti.

Agora publico o post satisfeito.