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Sou realmente dono das minhas próprias escolhas?

Sou realmente dono das minhas próprias escolhas? Minha mente segue realmente alguma lógica?

Começo o post de hoje com esses dois questionamentos… Vou resumir a semana e sigo pro dilema. Essa semana tive provas fudidas e dilemas mais fudidos ainda. Me sai bem numa prova e passável em outra, felizmente (essa, foi sorte mesmo, porque se reprovasse, teria que pagar curso especial, uma vez que a matéria não vai mais ser oferecida regularmente na grade). Os dilemas foram piores ainda… alguns vcs acompanharam aqui… Ontem sai daqui e fui pra casa aliviado por ter tido o resultado favorável… cheguei em casa e tomei duas cervejas pra comemorar. Me masturbei antes de dormir, pensando num caso antigo… e relaxei. Hoje cedo fui pro estágio obrigatório.

De lá, antes de vir pro trabalho, encontrei-me com a amiga psicóloga, antes do almoço, e falei que tinha lembrado do caso. Pensei inclusive em ligar para o caso. Aliás, trata-se de alguém com quem não rolou nenhuma química, com quem eu não quis sequer ir pra cama, e que agora eu estou com todo tesão do mundo… pensando em procurar no orkut (aliás, na hora eu estava pensando, agora eu já procurei, apesar de não ter achado…). Mas eu tenho o telefone dela no meu celular.

A minha amiga me perguntou o que eu queria que ela fizesse pra me ajudar. Eu respondi que queria apenas que ela soubesse. Mesmo sabendo que estava visivelmente em mania (e tendo consciência disso), sei que a decisão será minha. E sei que as consequências serão minhas. Eu preciso aprender a lidar com isso, saber assumir minhas próprias cagadas. Até agora estou pesando isso. Aumentei a dose de lítio (minha médica me deixa tomar uma dose de lítio variável entre um certo espectro quando tenho essas variações de humor… amanhã vou fazer uma litemia pra saber os níveis dele no sangue).

Entretanto, até ontem eu estava falando exatamente o oposto… hoje já estou querendo des-dizer o que eu disse antes…

E como disse a Laura (eu me perguntando se era normal)… todo mundo é assim, mas eu apenas consigo sintetizar as flutuações de humor no blog… mas será mesmo q todo mundo é tão volúvel e inconstante como eu?

Lembro da piada da mulher que ia se confessar ao padre e dizia “padre, pequei… eu dei pro meu ex-namorado… sabe, eu tava assim… quando vi já foi… sabe o que é? eu sou tão volátil”…  e padre corrige “volúvel” e ela “isso mesmo, volúvel” depois na outra semana ela voltava com a mesma história… “padre, pequei… dei pra um homem casado, sabe… a gente tava assim e assado… e acabou rolando… sabe como é, né? sou tão volátil” e mais uma vez o padre corrige “volúvel”… e ela afirma “isso, volúvel”… depois de umas cinco vezes a mesma história ela chega concluir… “… sabe como é? sou tão… vo… como é mesmo o nome padre?” e este responde “puta !!!”

Será se não sou um puto?

E continuo me coçando pra não ligar. Entre o desejo e a razão. Me segurando porque sei que vou me arrepender se eu ligar e ficar com ela. Me corroendo porque quem liga se eu ficar ou não… ela é uma porra-louca mesmo… num se importa com sentimentos e pra ela vai ser somente uma transa (naquele dia em que ficamos ela queria mesmo ir pro motel, e não fomos porque eu não quis).

E me pergunto novamente… será se sou mesmo dono das minhas próprias escolhas? Será se eu não sou traído por meus instintos e desejos? Ou minha razão me trai? Quem está certo: desejo ou razão?

A própria dúvida começa a me dizer que estou no caminho da depressão – porque sei que não acharei respostas.

Ser ou não ser cafageste? Eis a questão.

Tenho recebido msg offline da ex-amiga-colorida… ela disse que trocou de psiquiatra e não é mais bipolar. Diagnóstico errado e os sintomas emulados em virtude da medicação. Não sou profissional, mas desconfio até que ponto medicação estabilizadora pode simular tais sintomas. E mais, quando a conheci, ela estava tomando a medicação incorretamente (isso é uma forte suspeita, não uma certeza) – e tinha episódios mixtos, ciclotimia e tais coisas… Ou tudo não passava de simulação pra cumprir desvios de caráter??? Ou realmente seriam estágios em virtude de dependência da medicação? Tudo teoria… Espero que ela fique bem – sinceramente !!! Diz uma amiga minha, com quem converso (que inclusive é psicóloga) que talvez isso seja somente o que ela quer ouvir (que ela não é bipolar), e que o psiquiatra esteja embarcando num diagnóstico precipitado com base em pseudo-fatos narrados por ela. Enfim… deixa quieto… coisa dela e não minha…

Hoje conversando com essa mesma amiga… ela me falou sobre um blog que eu recomendei pra ela, o Homem é tudo palhaço (que aliás ela ficou leitora assídua). Tem um post de uma leitora bipolar e ela me mostrou… O fato é que conversa vai, conversa vem, falamos sobre seu namorado, seu amante, seu ficante, seu ex-marido, seu primeiro beijo e eu cheguei a conclusão que realmente homem é tudo palhaço, inclusive eu.

Fiz até o comentário que eu achava que eu não era palhaço. Mas que de uns tempos pra cá este blog tem me ajudado a perceber que até mesmo eu sou palhaço. E isso sem contar com as coisas que não tenho escrito no blog (porque tem gente demais lendo o blog, porque tenho tido tempo de menos, porque não sei se quero escrever e por uma série de outros motivos…).

E ela em sua sabedoria-psicológica me falou que não. Que eu nem sempre fui um palhaço. Que só estou virando um cafageste porque aprendi que as mulheres gostam de homens assim… e que talvez assim eu deixasse de ficar sozinho. Aprendi que se eu continuasse sendo um homem como eu era… iria continuar virgem e sozinho.

E eu pensei e realmente olhei pra trás e vi que sempre fui homem de uma só mulher, um só amor – e tudo isso dentro da minha mente… sempre sofri calado, sempre me declarava tarde demais… E só depois que aprendi a virar cafageste, ou ao menos um pouco, é que perdi a virgindade.

Certo é o ditado que as melhores mulheres são dos homens mais atrevidos. O problemas é que eles comem muitas maças e os bobões não comem nenhuma… Mas eu estou infeliz assim…

Queria achar apenas uma mulher que me fizesse feliz… não quero todas as maças da árvore. Não quero um amor maior que eu. Nem menor… quero apenas o meu amor – um amor que seja assim como eu seja. Não quero ser um cafageste e nem um palhaço. Mas também não quero ficar sozinho. Não quero ser estigmatizado por ser bipolar (como no depoimento do blog HTP), mas também não quero ter que esconder…

Pootz… vida difícil, hein?

E esperto é um msn de uma pessoa que vi esses dias (olhando na biblioteca, na faculdade, vi na mensagem de exibição ao lado do meu pc):

Faça da vida um circo, mas não faça de quem te ama um palhaço

saldo do feriado…

Feriado eu tinha uma série de tarefas sérias pra fazer. Mandei todas elas pra puta que pariu pro espaço.

Sim, enquanto todos os colegas de classe entregam suas monografias dia 06/06, eu ainda não terminei meu segundo capítulo. Essa semana terei duas provas fudidas pesadíssimas (que estou com notas baixas). E ainda tenho um trabalho de uma das matérias pra concluir até amanhã (que sequer comecei). No trabalho, tenho um relatório pra fazer até quinta, que sequer comecei… e eu pretendia usar o final de semana e feriado pra equacionar essa crise…

Sabem o que fiz? Inconsequentemente, fui pra uma festinha na quarta-feira… depois viajei pra uma pescaria frustrada até a sexta. Sábado eu fui ver uns parentes. Domingo eu fiquei totalmente de bobeira… ontem matei aula pra ir dormir mais cedo, sob o pretexto de descansar do feriado – fiquei enrolado com afazeres domésticos e fui dormir mais tarde que o costume: acordei uma bosta…

A festinha me deu um saldo totalmente negativo: uma ressaca moral daquelas… não fiquei com ninguém, não bebi o suficiente pra ficar bêbado extremo, mas o suficiente pra acordar com dor de cabeça e gosto de guarda-chuva na boca e gastei…

A pescaria também teve um saldo totalmente negativo… deveria levar somente as “besteiras”, mas no final, minhas compras ficaram no mesmo preço das compras restantes… o grupo com quem fui não sabia comer junto e se eu não tivesse escondido dois pacotes de biscoito talvez eu tivesse ficado sem lanche e ainda tive que “dividir a gasolina”, apesar de ter sido convidado pra ir “totalmente grátis”. Não conseguimos pescar nada, porque o “pescador” levou equipamento totalmente inusitado (anzóis pequenos para pescar peixes grandes, iscas artificiais para peixes cuja isca boa é minhoca e ainda ficou tripudiando meus parcos dotes de pescador do interior do nordeste… que apesar de só saber pescar com vara de bambu, provavelmente sei mais que ele com seu equipamento GPS). Ainda tive uma torcida no pé e tivemos que antecipar a volta porque um parente deles faleceu.

A parentada no sábado até foi melhor… tava com saudades e apesar de achar que vê-los seria uma imensa cobrança, foi bem ligth. Almoçamos juntos e foi bem legal. Pagaram minha conta (o que até estranhei, uma vez que minha tia costuma ser bem mão-de-vaca). Depois ainda demos umas voltas pela cidade… Me chamaram pra um casamento (por isso eles estavam na cidade, iriam ser padrinhos) mas eu recusei sob o pretexto de ir estudar (apesar da tentação da festa – boca-livre: estranhei… em tempos remotos eu não perderia uma boca-livre por nada).

O domingo foi tedioso. Almoçei na casa dos parentes e fiquei lá enrolando, esperando-os decidirem se iriam querer minha ajuda para tomar algumas decisões. Quando me liberaram, fui pra casa e fiquei enrolando… tive uma dor-de-estômago e uma crise de asma e novamente torci o pé. Fui ao hospital por causa da torção. Quase tive que engessar, mas prometi comprar uma bota-imobilizadora e escapei desse desconforto. Tomei injeção anti-inflamatória e fui pra casa, ainda sentindo dores…

Segunda uma merda… Trabalho não rendeu porque a chefe me pediu pra formatar uma apresentação dela pra uma reunião… mas de meia em meia hora ela mudava de opinião e eu fiquei o dia todo nessa merda… Fui pra aula, matei-a pra fazer um trabalho, mas cheguei em casa e tive a faxineira tinha feito o serviço pelas metades. Tive que ir consertar a cagada dela… pootz… nem dormi direito.

E hoje fiquei metade do dia ajudando o povo com relatórios dos outros, só porque eu irei formatar os relatórios de todos os setores numa única compilação (e então é melhor ajudar, porque se não o povo faz birra e bagunça o relatório, ou entrega no limite do prazo só pra eu me fuder com o prazo final).

A ex-amiga-colorida desapareceu, apesar dos e-mails que eu mando, dos telefonemas que eu dou… E ainda ontem recebi uma msg offline dela dizendo “vc sumiu?”… rsrsrsr. Francamente. Ela desapareceu (não sei o que deu nela) e ainda teve coragem de dizer isso… Tudo bem…

E ainda tenho impressão que tem gente com raiva de mim, seu eu ter feito nada… só porque eu não tenho condições de me virar em dez pra poder dar atenção.

Saldo: estou lascado, fudido, mal-pago, mal-acompanhado, mal-amado…

Sou bipolar ou tenho múltipla personalidade? Ou ambos?

Não consigo descobrir se meu desejo de viver uma vida totalmente diferente da minha é resultado da bipolaridade, de uma desordem outra, ou dessa vida medíocre que eu vivo e todos os dias tento me convencer de que ela é boa – e que não devo me reclamar porque existe gente em situação muito pior que eu.

E essa reflexão foi desencadeada por três episódios…

1) No final de semana eu fui pra o cinema (em outra cidade) com um amigo que é casado. A mulher é um pé no saco e não deixa ele ir pro cinema… mas pra minha casa ele libera. Então pra todos os efeitos ele ia lá pra casa pra gente discutir sobre faculdade. Mas tinha que matar aula, e disse pra o professor (e pra uma colega que é geralmente meu álibi nas mentiras de mata-aula) que iria para essa cidade para um evento do trabalho. E para meu colega de apartamento (que eu não queria convidar pra ir ao cinema, porque ele não consegue interagir no assunto entre mim e meu amigo), eu falei que tava matando aula pra ir pra um seminário do trabalho (como se eu tivesse que dar satisfação da minha vida pra ele). Ah… outro colega me chamou pra ir pra uma danceteria, e eu disse que não poderia porque iria pra um churrasco (que realmente foi ventilado lá na turma, mas furou)… Quantas desculpas pra um cinema só… e não tava fazendo nada de “errado”.

2) Passei o restante do final de semana assistindo seriados e “logias”. Aliás… sou fã de seriados, trilogias, quadrilogias… enfim… Ficção, não ficção… nesse, assisti Star Wars (Assisti do 2 ao 5, de 6) e Lost (dois últimos episódios – que eu tava atrasado). Fui dormir pensando em ser um Lostie ou um Jedi.

3) Nesse fim de semana também, fui à casa de um amigo, e lá discutíamos sobre os interesses de homens sobre mulheres e vice-versa… Falávamos que homem não vai pra boite “só pra dançar”… isso é desculpa de homem que não “pegou” ninguém na festa (ou que sai com a auto-estima baixa demais, e com medo de não pegar ninguém diz que vai só pra dançar, pra aplacar se ego).

Não sei como, minha mente conseguiu ligar esses três episódios, de forma que agora eu só consigo perceber que devo ter múltipla personalidade. Tenho três mulheres: uma ex-amiga-colorida, uma ex-paixão-distante, e um caso-virtual-também-distante. Gosto de cada uma. Mas será se com cada uma eu sou um personagem diferente?

Será se é normal do TBH, especialmente das fases maníacas (mas das depressivas também), eu tentar me “adequar” aos outros só pra agradar? Ou isso seria algo da minha personalidade de gente que, por se sentir carente, e desejando ser amado por todos, se ajusta aos outros só para ser bem quisto e bem amado ???

Qual desses sou eu-de-verdade? Como descobrir, se nem ao menos eu sei quem sou?

Fiquei com esses milhões de questionamentos na mente. Quando penso que estou me equilibrando… pootz.

Parafraseando o apóstolo… o que está em pé, que se segure e  tome cuidado pra não cair…

Diversos pensamentos insistentes…

Sobre o caso da cultura… bem… acompanhem o desfecho (inclusive com uma cena de filme) no blog da K. Ela, que e jornalista, entrou em contato com o Leonardo Crusse e com o Diretor da Livraria Cultura S/A (que aliás agora são os termos de maior acesso desse blog, maior até do que os típicos topiramato, carbolilium, transtorno bipolar do humor, transtorno afetivo bipolar, carta de suicídio e outros…) e se possível irá colocar as versões de ambos. Parece que tudo não passou de uma falha de comunicação de ambos os lados. Então… fica revogada a campanha…

Quero dizer aos leitores que não sei o que aconteceu, mas não estou conseguindo acessar o e-mail do blog… Acho que a conta deve ter sido hackeada. Portanto, se alguém receber alguma mensagem… desconsidere-a. Mandei um e-mail pro hotmail, tentando recuperar a senha, mas isso pode levar alguns dias… enquanto isso, por favor, tenham um pouco paciência.

Sobre o dia das mães… nada de diferente. Foi um evento típico sem minha mãe. Tentei pensar que tudo não passava de mais um encontro de família, como se fosse um evento de trabalho… Só um social. Inevitavelmente, sempre tem muita gente inconveniente que fica perguntando (e mais que isso, tentando te pressionar a reviver momentos…). Por mais que eu tenha superado, sempre fica um gosto amargo na boca – sobretudo pelo inconveniente das pessoas más.
Sinto saudade de pessoas que sumiram da minha vida nos últimos dias. Sim, estou falando da amiga-colorida. Não sei se ela desapareceu por ter receio que eu esteja chateado com ela, ou por falta de tempo (em virtude do novo namorado…). Mas sinto falta de conversar com ela (mesmo que virtualmente).

Também estou com saudade da minha mulher-maravilhosa… infelizmente estou tendo dificuldades de conectar de noite (apesar de ter tido mais tempo durante do dia, inclusive para postar no blog com maior frequência). Tenho lido o blog dela, e vejo que ela não está bem… e parece que todo mundo a abandonou. Inclusive eu. Mas não “abandonei” por querer… pensei em mandar e-mails pra ela da minha caixa pessoal… mas fiquei com receio, porque sempre nos comunicamos pelo e-mail do blog… e não tenho encontrado com ela no msn pessoal (e no do blog estou sem acesso…)

Bem… é isso. Por enquanto…

Campanha humanitária

ATUALIZANDO DE NOVO… CAMPANHA REVOGADA TEMPORARIAMENTE… PARA SABER DETALHES, LEIA O PRÓXIMO POST…. (E O POST ATÉ O FINAL, E O BLOG DA K., AUTORA DA CAMPANHA, NO POST “PENETRADA E O CASO DA CULTURA”).

não compro mais na CULTURA

Aderindo ao post: Diga Não à Livraria Cultura, do blog incompletudes, da K. A referida livraria cortou o plano de saúde do funcionário Leonardo Cuisse Araújo, porque “supostamente” estava lhe retirando os lucros. Eu, como usuário de plano de saúde fico estarrecido, ao saber que uma empresa tão grande, pode ter cometido um disparate tão grande como isso… francamente… aonde chegamos com esse capitalismo selvagem. Enquanto as empresas estão sendo premiadas por serem socialmente corretas, ambientalmente sustentáveis, humanitárias, etc… Cultura está cortando planos de saúde de funcionários que estão enfrentando um sério problema de saúde… é triste ao ponto de enojar. Nota zero !!!

“Creio que salta aos olhos de qualquer um o tamanho do sofrimento pelo qual eu e minha família estamos passando. Mas a dor maior me aguardava, a pior de todas, a provinda da ganância e da falta de solidariedade do ser humano para com o próximo.
Meu tratamento de quimioterapia deixou repentinamente de ser custeado pelo meu plano de saúde, por ordem de meu empregador (Livraria Cultura, São Paulo, Avenida Paulista), para o qual trabalho desde 2005 (apesar de afastado desde abril de 2007 por razões óbvias). Segundo a empresa, o meu tratamento quimioterápico onera-a por demais (diminuindo os seus lucros).
A empresa concedeu-me então a opção absurda e imoral de custear os honorários de advogado para que eu acionasse judicialmente o Estado para fornecer a quimioterapia oral. Proposta obviamente recusada. O diretor presidente da Livraria Cultura, Sérgio Herz, não satisfeito, ligou para a minha esposa e agrediu-a de tal forma que ela chorou copiosamente por muito tempo. Aos berros, chamou-a de mesquinha e de preconceituosa.”

Leia a carta completa no site do DCI: Uma história de horror e a tragédia dos planos de saúde

Por favor… quem puder colaborar, boicote a livraria. Divulgue a notícia. Link a notícia. Insira a campanha em seus blogs… enfim…

K, abraços… e parabéns pela brilhante iniciativa. Meninas como você vão aonde querem !!!

ATUALIZANDO: A LIVRARIA CULTURA S/A SE MANIFESTOU CONFORME NOS COMENTÁRIOS ABAIXO… MAIORES DETALHES PODEM SER VISTOS NA FONTE (BLOG INCOMPLETUDES, CONFORME JÁ LINKADO ACIMA). FICAM AS DUAS VERSÕES – A DA EMPRESA E A DO FUNCIONÁRIO – VOCÊ DECIDE !!!

a mulher do passado e outros esclarecimentos

Pra finalizar a salada de mulheres em que me meti… coração que se mete em confusões… termino com a mulher do passado… Um fantasma da minha vida que ressurgiu exatamente no meio dessa confusão. Uma grande paixão que o destino me fez perder (na verdade, o câncer da minha mãe me fez ter que abandonar), mas que agora resolveu de súbito me perdoar e querer voltar a falar comigo.

Um dos fãs do blog que se corresponde comigo, me mandou um e-mail, perguntando se estava “traindo” a amiga-colorida com a Mulher-Adorável. Não… a amiga colorida é da minha cidade. A mulher-adorável, é de outra cidade e apesar de ser adorável, apenas nos conhecemos virtualmente (apesar de desejá-la conhecer).

O fantasma-do-passado, por sua vez, é uma grande paixão de uma outra cidade (que já morei), e que ressurgiu das cinzas. Quando tive que vir morar na atual cidade (em virtude de uma doença de minha mãe), tivemos que interromper nosso relacionamento de modo abrupto, e ela nunca me perdoou. Nem mesmo depois que minha mãe faleceu. Agora, do nada, ela resolveu voltar a querer falar comigo, pede perdão, diz que foi imatura, assume a culpa de ter sido blá blá blá… e quer se reaproximar. Mas passa dias sumida.

E o pior é que como diria o ditado… corro o risco de acabar ficar “tanto escolhendo, e acabar sozinho”. Aliás, a amiga-colorida já nem é mais uma opção. Pensando de modo frio, a mulher-adorável provavelmente é uma viajem da minha cabeça maníaco-depressiva. E o fantasma-do-passado é contar com o ovo no c* da galinha.

Então… voltamos à estaca zero. Sozinho, de novo.

Sobre a amiga-colorida

Conforme prometido, vou contar-lhes sobre a minha amiga colorida. Mas antes, quero agradecer aos leitores pelos e-mails que tenho recebido. Apesar de não comentarem (a maioria, por questões de privacidade), fico contente que estejam gostando do blog. Quem quiser comentar, saiba que os dados de vocês só ficam visíveis pra mim. Quem preferir mandar e-mail, continue à vontade. Desculpem pela demora na resposta (e por serem, na maioria das vezes, curtas… é o tempo curto).

A amiga-colorida foi uma bipolar que conheci pelo blog. Logo trocamos dados pessoais e começamos a conversar. Descobrimos muitas coisas em comum. E em pouco tempo já estávamos nos encontrando pra sair e conversar fora da virtualidade.

A proposta era de que seriamos amigos. E se rolasse um algo mais… tudo bem. Mas seriamos apenas amigos. Entretanto, eu confesso que me iludi. E feio. Mas ela sempre deixou muito claro que tudo não passaria de amizade.

Eu, no começo, pensei que tudo isso era apenas a conversa de uma menina-mulher que estava traumatizada por um relacionamento anterior, e que precisava de tempo para me conhecer. Tinha a arrogante certeza de que quando ela me conhecesse melhor, iria perceber que sou o tipo de cara confiável, fiel, romântico e blá blá blá. Na verdade, tudo o que eu queria proporcionar a ela era a segurança necessária para que ela pudesse se abrir.

Mas até então, nosso relacionamento era apenas uma amizade-colorida. Pra ser mais exato, sexo e uma insistência constante da minha parte de discutir relação. E ainda por cima tenho impressão que o sexo era muito ruim pra ela: eu tomando quilos de lítio não tinha condições de alcançar-lhe o desejo sexual à altura… Ela, por sua vez, parecia esquecer de tomar os remédios e vivia num estado constante de mania, desejo latente, tesão incontido. Noutro momento da minha vida, eu sentiria que isso seria um paraíso para qualquer homem. Naquele momento, tudo o que eu precisava era de carinho (e talvez isso tenha me feito aproximar da “mulher-adorável”, uma coisa que sempre foi latente, mas que eu sempre tentei abafar, nunca permitir, especialmente pelo fato dela ser casada).

Minha insistente necessidade de discutir relação talvez fosse uma tentativa de demonstrar que era o cara certo (afinal, que mulher não adora um cara sensível, aberto a diálogos, etc…). Mas muito disso, talvez fosse a minha carência afetiva querendo dizer: preciso mais de carinho do que de sexo. Ao mesmo tempo minha amiga-colorida me esbofeteava a verdade “só quero você para saciar minhas vontades e desejos”. E que nosso relacionamento afetivo seja apenas amizade, mais nada.

Queira eu, ou não, ela sempre foi boa e sincera comigo. Eu me iludi à toa. O mais foda na história foi ela me dizer depois que precisávamos interromper a amizade-colorida porque ela estava namorando. Aquilo foi como um balde d’água fria. Quando eu já estava começando a assimilar a idéia de que o problema não era eu… e que a coisa toda era o “trauma de relacionamentos”, ou a “flutuação maníaco-depressiva” típica… e pensando que de fato ela não queria relacionamentos e só uma forma segura de ter suas necessidades sexuais satisfeitas… então: ela está namorando.

Agora eu sei: eu não sou o cara certo pra ela. Os sininhos não tocaram… rsrsrsrsrs

Não vou entrar na onda de ficar me comparando. Nem procurar o “onde foi que eu errei”. Talvez até tenha errado mesmo. Alías, certamente eu devo ter errado em alguns momentos. “Mea culpa”. Entretanto, não vou me vitimizar. Nem ficar me fazendo de coitadinho.

Continuo gostando dela (aliás, estou sentindo falta de conversar com ela). Também sinto falta de fazer sexo com ela (mas não teria coragem de fazer, sabendo que agora ela tem namorado, nem mesmo se ela numa crise maníaca me procurasse). Tudo o que vivi com ela foi muito bom. Foi especial, não apenas emocionalmente, mas também as travessuras que fizemos (foram poucas… mas boas).

Quando ela ler esse post, ela vai saber que eu tenho o maior carinho por ela. E que lhe desejo muitas coisas boas.

um filme sobre loucura, paixão e sexo…

… quase o retrato da minha vida atual.

Hoje, feriado do trabalho, resolvi ir ao cinema. Escolhi, pela internet, um dos filmes – lendo a sinopse, e fui ao cinema (em outra cidade) para assistir o tal do filme: O búfalo da Noite – um drama, cuja sinopse afirmava se tratar de um filme sobre um esquisofrênico cujos amores (a namorada e o melhor amigo) começam a traí-lo (num triângulo amoroso). Chamei um amigo para me acompanhar.

Chegando no cinema, minha primeira supresa foi saber que o ingresso para a sessão que iríamos ver estava em promoção. Ao invés de pagar a meia-entrada de R$7,00 reais, paguei um ingresso promocional e ainda aceitaram minha carteirinha estudantil: resultado, paguei míseros R$2,00 reais (isso é Cinemark) !!!

Quando entramos, a sala estava vazia. E depois só deu umas dez pessoas, no máximo. Mas era de se esperar – feriado, estréia de mega-produção, horário meio contra-mão e cinema alternativo (mexicano, drama)…

Mas o filme foi bom. Um não-linear, sobre um esquizofrênico (Gregório) que se mata, após sair do hospital psiquiátrico, por descobrir que a namorada (Tânia) e melhor amigo (Manuel) estão tendo um relacionamento. Estes dois, descobrem que supostamente estão apaixonados, durante as idas e vindas de Gregório do hospital… Entretanto, após a morte de Gregório, o relacionamento dos dois não suporta a culpa, e ambos encontram-se numa paranóia. Recebem uma caixa de Gregório que reforça essa paranóia e que vai demonstrando que o amor não passava de desejo carnal entre ambos.

O filme é bem intenso, regado de cenas de sexo, algumas inclusive bem viscerais, passando da meiguice à loucura e desespero. Algumas partes do filme ficaram meio sem explicação (lobos, ex-namorada de Gregório… seria uma esquizofrenia em que Gregório também está entrando?).

Apesar disso eu fiquei pensando… será se o sexo, amor, paixão… essas coisas não nos tiram a razão a ponto de nos deixar quase paranóicos, esquizofrênicos ou a beira de qualquer outra insanidade?  E não estou falando só da coisa animalesca que vive dentro de nós, mas também dos sentimentos, do desejo… da sinceridade, da emoção, da carência…

As maiores loucuras sempre envolveram dinheiro, poder e sexo. E no final, dinheiro e poder sempre foram buscadas em função de sexo…

Mulheres traem seus maridos. Homens às suas esposas. Os namorados juram fidelidade às namoradas, mas no grupo de amigos eles orgulham-se de serem galinhas e terem comido outras mulheres… Mulheres querem homens honestos e fiéis, mas na verdade, sempre procuram e caem na lábia dos garanhões (mesmo que inconscientemente). E no final das contas tudo é sempre uma grande farsa, um grande jogo de ilusões e a sociedade finge que sexo é uma coisa que deve ficar em segundo plano, enquando amor e sentimento deve estar em primeiro – quando na verdade as três coisas deveriam vir juntas, apesar de não precisarem estar necessáriamente atreladas.

E olha que últimamete não tenho pensado que fidelidade seja monogamia. Mas fidelidade seja cumplicidade e respeito ao ponto de cada um respeitar os limites e necessidades do outro.

Viajei… mas precisava falar…

A história das minhas mulheres eu falo depois… rsrsrsr

Falar nisso estou com saudade da minha princesa, a Mulher-Adorável… que não aparece mais no msn pra falar comigo…

poligamia…

Eu sei que provavelmente serei execrado por esse post. Mas juro (e quem me conhece sabe que não falo com nenhum tipo de safadeza) que meu coração (e estou mesmo falando de coração) provavelmente não foi criado para a monogamia.

Acredito que possivelmente conseguiria ser monogâmico sexualmente. Mas pra ser afetivamente eu teria que sublimar outros amores em trabalho, amizades… e em outras atividades. Ou então talvez eu ainda não tenha achado o verdadeiro amor da minha vida. Ou seja um desequilibrado total (provavelmente essa seja a hipótese mais certeira e eu não queira me convencer disso).

Acabo de ler um e-mail da Mulher-Adorável

[abre parênteses]

Vou chamar assim, a mulher que no post anterior eu falei que me envolvi e ainda encontro-me envolvido emocionalmente… as outras chamarei de Amiga-Colorida: uma amiga que além de amiga era um “caso” caliente, e que eu até pensei que a gente passaria de amizade pra algo mais, mas ficou só nisso – e depois eu desenvolvo esse assunto em posts futuros… e a outra mulher eu chamarei de Fantasma-do-Passado: uma paixão de novela ou filmes hollywoodianos que resssuscitou…

[fecha parênteses]
Voltando ao e-mail, ela leu o post anterior. Demonstou um certo receio de ser abandonada, mas apesar disso não deu crises de ciúmes. Me deu espaço e me respeitou. E isso me deixou ainda mais balançado por ela… meu carinho aumentou. Não consigo deixar de parar de pensar nela. Doce, meiga…

Ao mesmo tempo, o fantasma-do-passado me atormenta. Penso no “e se…”

Bem… mas o fato é que meti os pés pelas mãos novamente. Meu coração burro não sabe o que fazer… E se pudesse, talvez ficaria com as duas. Sei que nenhuma delas concordaria… rsrsrsr… E não ficaria com as duas de sacanagem. Nem por causa de um menage-à-tròis.  Estou falando de coração, sentimentos…

Hum… enquanto um homem normal só estaria pensando em “fuder”, eu estou nesse dilema sentimental… humpf.

Coisas de um bipolar…