Archive for abril \30\UTC 2008|Monthly archive page

dias depois…

Dias depois de um longo sumiço, finalmente resolvo sair do casulo e aparecer por aqui novamente. Desculpem, caros leitores, pelo sumiço. Muita coisa aconteceu nesse meio tempo e eu vou tentar relatar tudo – ao menos em termos gerais (nos próximos posts).

A falta de tempo e o turbilhão de sensações/emoções foram as principais causas do meu sumiço. E as duas mulheres que apareceram na minha vida. Pra ser honesto, três, aliás (sei que as duas delas lêem o blog e provavelmente devem estar querendo me matar agora, mas preciso ser honesto comigo mesmo, com os leitores, com as duas e com o mundo… rsrsr).

Outro dos motivos do sumiço foi o fato das duas mulheres com quem me envolvi (uma emocionalmente – e com quem encontro-me envolvido até agora; e outra com quem me envolvi carnalmente, mas foi apenas uma aventura que passou – apesar d’eu ter querido mais) conhecerem este blog – ou seja: tudo o que eu pudesse falar aqui poderia (e provavelmente iria) ser usado contra mim.

Mas finalmente agora o turbilhão passou, as coisas estão claras e decidi ligar o botão do foda-se. Isso não quer dizer que eu esteja mando-as irem se fuder… Pelo contrário… Cada uma delas é muito importante pra mim de sua própria forma. O ligar o foda-se significa desligar-me de “fantasmas”. Sei que ambas irão compreender.

Bem… agora voltarei ao trabalho. Logo vocês irão compreender tudo – vou tentar narrar tudo. E confesso que eu mesmo não compreendo exatamente o que aconteceu – perdi alguma coisa da cronologia dos acontecimentos, mas vou tentar relatar o básico…

De resto… encontro-me atualmente re-equilibrado. Eu acho rsrsrsrsr.

Abraços e beijos a todos que continuaram me visitando, me mandando e-mails… mesmo não tendo tempo de respondê-los…

Essa semana vou tentar responder os atrasados.

Confrontos

Antes de ontem teve exame periódico aqui na empresa. Até então, tudo normal, praxe trabalhista… Na fila fica aquele bate-papo sobre assuntos diversos, desde as conjunturas políticas do país, passando por problemas específicos da empresa, até piadinhas sobre o atendimento médico dos anos anteriores, especialmente sobre os exames “the flash”.

A grande novidade desse ano é que o profissional que fazia os exames era um médico novo, e espantosa mente os fazia de forma criteriosa, pra desespero dos mais atarefados e deleite dos mais preguiçosos – já que ele levava entre 20 e 30 minutos pra atender cada “colaborador” (detesto essa palavra – mas na ausência de uma “menos pior”).

Ocorre que, quando chegou a minha vez, ele me perguntou se eu tinha alguma doença. Eu, de forma totalmente ingênua e pura, disse que não (como que esquecendo-me dessa porra de bipolaridade). Depois ele insistiu em saber se eu tomava algum tipo de remédios controlados. Nesse momento me caiu a ficha. Falei que sim, que tomava o lítio e o topiramato, além do olcadil, ocasionalmente. Pareceu-lhe que eu havia mentido intencionalmente… então eu tentei consertar, dizendo-lhe que não havia entendido a primeira pergunta corretamente (e que se quisesse mentir, lhe omitiria a medicação).

Esse foi o primeiro confronto da semana: a sociedade me confrontando.

Depois… tive umas provas. Daquelas complicadas. E normalmente, sempre fiz provas em estágio de mania ou de depressão. Em geral as manias sempre eram mais frequentes e compensavam com grande margem as depressões, no quesito nota. Quando em mania, sempre dei cola. Quando em depressão, isolava-me, pois sabia que seria um risco para todos.

Agora que estou equilibrado, os “amigos” querem cola. E eu infelizmente não queria dar. Primeiro porque não sabia como estava… Depois, porque em virtude do acúmulo de atividades, não tive como estudar bem para as provas. Eu falo que não estudei, mas eles ainda acham que isso é desculpa (afinal, quando estava em mania, eu nunca estudava e ainda assim sempre me dava bem – o que não ocorre agora).

Acontece que o óbvio aconteceu. Alguns pegaram cola. Eu fui mal. E levei outros comigo. Não me culpo por isso – a responsabilidade é deles, assumiram o risco por si mesmos, e não foi por falta de aviso. Mas o que me chateia é ser posto contra a parede. Eles não compreendem o que está acontecendo comigo, e ainda querem fazer supostas cobranças, achando apenas que eu estou “deixando correr frouxo”. Não conhecem a ponta do iceberg.

Esse foi o segundo confronto da semana: os amigos me confrontando.

Ontem, cheguei em casa, e antes de dormir fiquei esperando Ela aparecer. Ela não veio. Fiquei triste. Mas foi bom, porque pude pensar um pouco em mim. Ela tem me feito feliz, mesmo um pouco distante. Ela tem sido motivo de contentamento, e mesmo que eu me preocupe, tem sido bom. Tem sido a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos, sem medo de errar.

Mas isso me fez tirar um pouco o foco de mim mesmo. Só ontem percebi que tem quase uma semana que não durmo bem. Que estou começando a descuidar de observar meus comportamentos. De perceber preditores/disparadores de humor. De fazer exercícios psicoterapeuticos. De me auto-observar. Tirei o foco de mim, e coloquei nela. Como diz o ditado, preciso manter “um olho no queijo e outro no gato” (nesse caso, na gata). Mas não posso tirar o foco de mim. Afinal, se eu me desequilibrar… o que será de um possível “nós”?

Quem é mais importante pra mim, senão eu mesmo?

Esse foi o terceiro confronto da semana: eu mesmo me confrontando. (redundância pra ser enfático)

E hoje ainda é quarta-feira… rsrsrsr