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Diariamente…

Peço licença à Marisa (aos montes), para poder dar título ao meu post de hoje.

Estava pensando em coisas que faço diariamente. E em coisas que dificilmente conseguiria fazer com tal freqüência. E em outras que seria impossível !!!

Diariamente eu escovo os dentes, acordo, me alimento, durmo, e salvo excessões, faço essas coisas no piloto automático. Somente em situações muito especiais essas coisas são suspensas. Agora estou tendo que me casar com os remédios… até que a morte me separe deles (ou que eu me divorcie da doença).

Trabalho com certa freqüência (de segunda a sexta, ocasionalmente sábados e raramente domingos), mas felizmente tenho os finais de semana pra descansar. Quando estou namorando, faço sexo sempre que posso; e quando não me masturbo sempre (agora, depois de “estabilizado” tenho até diminuído a compulsão por masturbação…).

Mas postar tem sido uma coisa que eu realmente não consigo fazer diariamente. Por mais que eu me esforce, nem sempre vem idéias. Talvez pelo fato de trabalhar lidando com forte carga de estresse, escrevendo bastante, lendo muito…

Mas o motivo desse post não é me justificar. É pra dizer que tem coisas que faço diariamente e que estão se tornando insuportáveis. E outras que não suportava e que estão passando a ser admissíveis. Esse tratamento está mudando totalmente minhas prioridades, minhas perspectivas…

Abraçar o tratamento foi bom. Apesar do peso, as dificuldades, das lutas, sinto que essas mudanças trouxeram uma nova perspectiva. Mesmo sendo um recomeço, e trazendo uma sensação de estranhamento e de novidade, finalmente sei quem sou, finalmente as coisas fazem sentido.

Agora parece que as coisas se encaixam, como na música da Marisa, como numa equação que começa a ficar balanceada !!!

Vida: conceito e definição.

Trocando e-mails com uma das pessoas que freqüenta o blog, estava falando-lhe sobre minhas amarguras… e ela me confidenciou sobre seu tratamento (não irei entrar em detalhes, se não deixaria de ser uma confidência… rsrsrsr). Então eu lhe escrevi sobre meu tratamento, e gostei tanto do que escrevi, que resolvi postar trechos, seja na íntegra ou adaptados, para não perder a oportunidade de registrar aqui no blog como me sinto em relação ao tratamento e ao contexto da minha vida hoje. Segue:

O tratamento sem dúvidas melhorou bastante minha qualidade de vida. Hoje vivo melhor, tenho maior lucidez, maior equilíbrio, sou mais sensato, procrastino menos as coisas, planejo melhor a vida, sou menos inconsequente e sobretudo, lido melhor com finanças, problemas, projetos, relacionamentos… enfim. E isso tudo apesar dos efeitos colaterais severos (já descritos em posts anteriores)

Por outro lado, tenho uma forte impressão de que a vida (contextualmente) piorou.  Venho de um contexto familiar complicado (mesmo antes de começar o tratamento) que se agravou ainda mais (tanto na família materna, quanto na paterna).

Perdi uma parte considerável da minha renda (perdi uma bolsa na faculdade, perdi uma bolsa-pesquisador, perdi uma ajuda que recebia de um irmão para pagar faculdade). Meus gastos aumentaram consideravelmente (tratamento, mensalidade da faculdade subiu, condomínio subiu, aliás, tudo sobe, menos o salário).

Grande parte dos meus amigos se afastaram por motivos diversos (alguns se casaram, vários se mudaram, seja de Cidade, Estado ou País – e alguns descobri que eram amigos apenas por interesse). E isso porque estou na cidade há pouco tempo (e como vim transferido de Universidade, passei muito tempo fazendo matérias em várias turmas, e não consegui ficar numa só turma, portanto, não peguei identidade com nenhuma delas…
A situação no trabalho e tensa e complicada (estamos num momento de transição de diretoria, momento em que sempre há demissão de muitas pessoas e substituição de pessoal, além de muito serviço, sobrecarga e acumulo de funções e muita pressão política).

Além disso estou no último ano da faculdade (que já tento terminar há quase seis anos), fazendo monografia, prática (em horário de trabalho, que depois preciso compensar as horas, portanto estou trabalhando nove-horas por dia), tendo aulas aos sábados… e no meio disso tudo ainda tenho os afazeres domésticos, vida bancária (e as contas pra pagar)… enfim…

Assim, eu não sei se a vida já era ruim e os estágios de mania (onde eu aprontava as maiores loucuras da minha vida e ao menos por um momento era muito feliz) e os estágios de depressão (quando eu hibernada, e dormia até três dias direto e conseguia esquecer de tudo) eram uma fuga pra isso, ou se de fato a vida piorou de uns tempos pra cá, mesmo com toda lucidez e equilíbrio conquistados após o início do tratamento…

Claro que eu tenho a consciência de que todos temos problemas… até mesmo os “normais”. E claro que no meio de todos os problemas, eu tenho momentos de alegria, momentos de paz… Nem tudo é amargura, dor, conspiração.

Sei também, que com lucidez e equilíbrio, poderei, aos poucos, criar condições (ao menos à médio e longo prazo) para reverter essas situações ao meu favor. Mas por enquanto essas coisas me põe à beira da insanidade… hehhehehehe (meio dramático, eu sei… mas é como me sinto, super sensível, devido ao histórico – aliás, ontem minha chefe me disse que às vezes me enxerga como se eu estivesse todo esfolado e com a pele totalmente ralada, a ponto de estar em carne viva… é realmente assim que me sinto).

O pior, é que mesmo nessa “estabilidade e lucidez”, coisas simples tem se tornado pesadas. E penso que realmente são assim por causa do contexto (estresse, pressão, carga). Cortar o cabelo e as unhas, fazer a barba, arrumar a cama e até coisas que antes considerava divertidas como ir ao supermercado fazer compras, hoje pra mim tem sido um fardo.

Hoje definiria a vida como uma sucessão de tarefas monótonas, repetidas sucessivamente, até o limite da exaustão, intercaladas por curtos períodos de descanso, e raros momentos de prazer, numa futura possibilidade indefinida de mudança, quiçá para melhor.

Multíplos “eus” e o equilíbrio

Hoje estava lendo esse post no blog da K., e fiquei pensando em mim. Pensando em como podemos ter muitas faces, como podemos ter muitos “eus”.

Aqui no blog, muitos dos meus “eus” são liberados. Durante minhas crises de mania, boa parte deles também ficam soltos.

Mas a pergunta que não quis calar (mesmo durante as duas horas que levei tentando escrever esse post – entre todas as interrupções constantes) foi:  Devemos reprimir nossos “eus” apenas por causa da sociedade?

Aliás… são muitas as perguntas que insistem em martelar em minha cabeça. É justo deixar de fazer aquilo que desejamos apenas para atender as necessidades hipócritas da sociedade? Precisamos manter performances, mesmo as mais contidas e conservadoras, apenas para passar uma imagem de lucidez e normalidade?

Já diz a música que “paz sem voz, não é paz, é medo”. Da mesma forma, por analogia, lucidez sem liberdade não é lucidez, é repressão.  Normalidade, sem autonomia, não é normalidade, é alienação. E assim, poderia citar tantas outras coisas “socialmente aceitáveis” que no final das contas não são vantajosas…

Por outro lado, lembro-me sempre de uma grande amiga (que por acaso é psicóloga) – e de outra amiga (que por acaso não é psicóloga, mas deveria ser) que sempre dizem que a verdadeira liberdade é saber que é livre e não precisar ostentar a liberdade; porque no momento que se precisar provar que é livre, e fazer todas as coisas pelas quais se demonstra que é livre, isso, por si só já é um aprisionamento.

E então… onde será o caminho do meio? Qual o ponto de equilíbrio?

dor,solidão e insanidade…

Há três dias que sinto isso. Um gosto de morte na boca. A vida parece cada vez mais cinzenta e amarga e as noites frias, parecem vazias e obscuras. Mesmo tendo alguns poucos amigos, durante os momentos de agonia e desespero eu não sei a quem recorrer. Simplesmente recolho-me a minha insignificância.

E engulo um choro miúdo. Miúdo e muito dolorido. Daqueles que doem no peito. Mas doem ainda mais na alma, dilaceram e não se sabe como descrever, mas fazem-nos inertes, e ao mesmo tempo, consomem-nos por dentro, como se fosse um veneno causticante.

E não adianta nenhuma “oração”, ou aquela coisa de “força, as coisas vão melhorar”… Não sinto isso porque quero, porque sou pessimista, tenho sentimentos negativos, tenho “encostos”, estou desviado da luz, afastado de Deus, desespiritualizado…

Minha mente é insana. Ponto. Remédios tentam minimizar esses efeitos, mas nem sempre eles são suficientes. Terapia idem. Mas,  com toda carga de estresse inerente ao trabalho, relações familiares desestabilizadas, e a maluquice advinda da pós-modernidade, não há quem possa manter a sanidade por muito tempo: nem mesmo os “normais”.

Assim… quanto tenho esses surtos de dor, só resta entupir-me de ansiolíticos e fugir no sono, esperando que ao acordar meu cérebro esteja acalmado ou então correr para o chuveiro e chorar… chorar… chorar… até que não lembre porque estava chorando.

E nesses momentos o que me salva de não acabar com tudo é minha covardia.

A pós-modernidade, a família, o individualismo e a bipolaridade…

Ontem fiz uma viagem de carro, à trabalho.

Duas horas de ida. Outro tanto na volta. Iamos eu e o motorista na frente, e uma “chefe” (de outro departamento, mas hierarquicamente superior) atrás. Aliás, também uma pessoa da high-society e politicamente influente. Amiga de familiares meus… enfim… era pura intimidade .

Sabem aquele domingo, cedo… podem imaginar que essa intimidade gerou um incômodo constrangedor… que diga-se de passagem me fez perder duas preciosas horas de sono (que eu tinha planejado para a viagem… rsrsrsr). Mas não vem ao caso.

Na volta, depois de tantos assuntos, a conversa  passou por auto-imagem, pós-modernidade, ser bem resolvido, etc… chegando até o afastamento de minha família após a morte de minha matriarca (avó), minha mãe e o afastamento de meu pai.

O fato é que a tal chefe, após contar sobre um caso de seus primos, tentou me dizer que eu deveria ser o responsável por manter minha família unida. Que eu deveria me esforçar, além de meus limites, para não deixar que o individualismo da pós-modernidade gerasse um esfriamento das relações familiares.

E depois, quando cheguei em casa, entrei no msn e conversando com um amigo, também bipolar, ele me falou sobre algo parecido. E fui dormir pensando sobre como o bipolar lida com essas questões familiares.

Eu, particularmente, passei um tempo onde me desdobrava em cinco, gastava dinheiro (que tinha e que não tinha), matava aulas, e ia contra meus limites (inclusive físicos) para poder atender às necessidades da minha família, e quando não conseguia “supri-las”, me sentia culpado (e conseqüentemente caia em depressão).

Hoje, fazendo o tratamento farmacológico, e com a ajuda da psicoterapia, percebo que não posso ir contra meus limites. Quem quiser vir me ver, que venha. Quem quiser resgatar o senso-familiar, que faça. Os aposentados, que me visitem…rsrsrs. O melhor é que não me sinto mais culpado por não “atender”, por não correr atrás. Foda-se a família. Quem quiser me considerar individualista, tudo bem. Mas faça o favor de antes trabalhar pra me sustentar, pagar minhas contas… ai quem sabe eu tenha tempo e dinheiro pra visitar os parentes, telefonar pros que não me telefonam… enfim… lutar contra a pós-modernidade.

Como me cansa a mediocridade !!!

Estive pensando muito ontem de noite sobre a mediocridade…  Isso como resultado de uma aula cansativa e de um exaustivo dia de trabalho. Eu percebi que a grande maioria das pessoas nasceu para a mediocridade: qualquer um que se destaca dos “normais” é visto como chato, arrogante ou aquele que quer aparecer…

Talvez a mente inquieta (bipolaridade) seja uma das coisas que me faça pensar assim, mas não consigo conceber a idéia de que alguém possa nascer para ser comum. Pode aparentemente ser mais fácil ser igual a todo mundo. Pode ter alguma virtude lá no fundo… e ser modesto. Mas putz… não consigo conceber a mediocridade.

É difícil pensar como as pessoas são moldadas pra se contentar com pouco. Como elas brigam, por exemplo, pelos altos preços da mensalidade, na faculdade, ao mesmo tempo que brigam pra ir mais cedo pra casa ou para não terem aulas em véspera de feriado (contraditório, não? deveriam brigar para terem mais aulas !!!)

Cansativo imaginar como elas tem orgulho de ter um presidente analfabeto (sei que isso é lugar comum… mas não me canso de repetir), de usar revistas tendenciosas e programas de TV de quinta categoria como referências para seus comentários. De atribuir pobres textos que rodam pela internet à Veríssimos e Jaboures da vida.

Estou cansado de gente que prefere se nivelar por baixo; de gente que opta por empurrar com a barriga ou ser carregado pela maré. Aliás, toda passividade me cansa. Tá certo que ocasionalmente se deixar levar pelo vento é esperteza e lutar contra o curso do rio é insanidade. Entretanto, viver a vida num senso de passividade eterno é sem dúvida uma atitude de pequenez.

Hoje minha revolta é contra aqueles que são medíocres e insistem em querer me segurar. Os manipuladores que pensam que não tenho discernimento suficiente para ver-lhes e perceber toda sua maquinação. Os dissimulados que acham que sou tolo suficiente para cair em sua armadilha. Tolos são eles !!!

E vocês, caros leitores, desculpem o desabafo.

Documentário sobre Transtorno Bipolar do Humor

Agora que aprendi a postar vídeos do youtube, vou colocar aqui um vídeo sobre o Transtorno Bipolar do Humor (TBH), também conhecido como Psicose Maníaco-Depressiva (PMD) ou Transtorno Afetivo Bipolar (TAB).

Trata-se de um documentário realizado como trabalho de conclusão de curso (TCC) do Curso de Comunicação Social (Rádio e TV) da faculdade UniFIAMFAAM.  Os créditos encontram-se no final do vídeo.

Como recebo visita de muitas pessoas que fazem tratamento ou convivem com pessoas que possuem TAB/TBH, convém ressaltar que apesar do lítio ser o principal medicamento utilizado no tratamento (por ser o mais acessível), existem outros medicamentos utilizados com sucesso, como por exemplo os listados abaixo (citarei os princípios ativos e entre parênteses os nomes comerciais):

Carbamazepina (Tegretol®)

Lamotrigina (Lamictal®, Lamitor®)

Olanzapina (Zyprexa®)

Oxcarbazepina (Trileptal®)

Quetiapina (Seroquel®)

Risperidona (Risperdal®, Zargus®)

Topiramato (Amato®, Topamax ®)

Valproato (Depakote®, Depakene®, Valpakine®)

Ziprazidona (Geodon®)

Convém ressaltar que todos os medicamentos deverão ser utilizados apenas com orientação/prescrição médica. Para saber mais, no blog existe um link para o site bipolaridade, do Psiquiatra Diogo Lara, que explica melhor (inclusive sobre o tratamento farmacológico, relação de efeitos colaterais, preços, etc…).

Abraços a todos.

me deram o golpe…

Sim… essa foi a sensação que tive… Mas tudo bem.

A minha psiquiatra permitiu que eu manipulasse 200mg de topiramato se e somente se eu continuar tomando o carbolítium (em doses diárias de 300 mg ou 450mg ação prolongada, que ela irá me dar em amostras grátis). Dessa vez ela prometeu que o tratamento estabiliza.

Ao menos a coisa tá saindo bem mais barato do que comprar Amato e aparentemente estou reagindo bem melhor ao tratamento. O foda ruim é só conviver com o rosto formigando o dia inteiro. Antes era somente de noite. Agora é somente de dia.

Meu sumiço do msn (desbipolarizando@hotmail.com para quem quiser add) e do blog é por causa da imensidão de atividades no trabalho e faculdade (e por isso o aumento da dose de medicação, imagino eu).

Também deixei de visitar os blogs que visitava (e conseqüentemente de comentá-los).

Um dos fãs do blog (e que acabou virando um amigão) me ensinou a gostar de Lauryn Hill. E vou deixar uma música que tem refletido muito meu estado de espírito de ultimamente. Também a letra e tradução (meio tosca).

I gotta find peace of mind – Lauryn Hill

I gotta find peace of mind

Eu tenho que encontrar a paz pra minha mente

I know another cord…

Eu conheço outras amarras

I gotta find peace of mind

Eu tenho que encontrar a paz pra minha mente

See, this what that voice in your head says

Veja, isso é o que a voz na sua cabeça diz

When you try to get peace of mind…

Quando você tentar encontrar paz pra sua mente

I gotta find peace of mind, I gotta find peace of mind

Eu tenho que encontrar a paz, eu tenho que encontrar a paz

He says it´s impossible, but I know it´s possible

Ele diz que é impossível, mas eu sei que é possível

He says it´s impossible, but I know it´s possible

Ele diz que é impossível, mas eu sei que é possível

He says there´s no me without him, please help me forget about him

Ele diz que eu não existo sem ele, por favor me ajude a esquece-lo

He takes all my energy, trapped in my memory

Ele suga toda a minha energia, arma ciladas em minhas lembranças

Constantly holding me, constantly holding me

Está constantemente me prendendo, sempre me privando

I need to tell you all, all the pain he´s caused, mmmm

Eu tenho que te contar tudo, toda a dor que ele me causa

I need to tell I´m, I´m undone because, mmmm

Eu tenho que contar que estou, eu estou destruida porquê

He says it´s impossible, but I know it´s possible,

Ele diz que é impossível, mas eu sei que é possível

He says it´s impossible without him, but I know it´s possible

Ele diz que é impossível sem ele, mas eu sei que é possível.

To finally be in love, and know the real meaning of

Finalmente amar, e saber o real sentido disso

A lasting relationship, not based on ownership

Um relacionamento eterno, não baseado no egoísmo

I trust every part of you, cuz all that I… All that you say you do

Eu confio em cada de você, porque tudo que eu… tudo o que você fala você faz

You love me despite myself, sometimes I fight myself

Você me ama apesar de mim mesmo(a)… as vezes eu brigo comigo mesmo(a)

I just can´t believe that you, would have anything to do

Eu só não posso acreditar que você, que você tem qualquer coisa pra fazer

With someone so insecure, someone so immature

Com alguém tão inseguro(a), alguém tão imaturo(a)

Oh you inspire me, to be the higher me

Oh, você me inspira, faz com que eu sinta o melhor de mim mesmo(a)

You made my desire pure, you made my desire pure

Você fez meu desejo puro, você fez meu desejo puro…

Just tell me what to say, I can´t find the words to say

Só me diga o que falar, eu não encontro palavras pra dizer

Please don´t be mad with me, I have no identity

Por favor não fique louco comigo, eu não tenho identidade

All that I´ve known is gone, all I was building on

Tudo que eu sei é que acabou, acabou tudo que eu construi

I don´t wanna walk with you, how do I talk to you

Eu não quero andar com você, da mesma forma como eu falo com você

Touch my mouth with your hands, touch my mouth with your hands

Toque minha boca com saus mãos, toque minha boca com suas mãos

Oh I wanna understand, the meaning of your embrace

Oh.. eu quero entender o significado do seu abraço

I know now I have to face, the temptations of my past

Eu sei que devo encarar as tentações do meu passado

Please don´t let me disgrace, where my devotion lays

Por favor não me deixe na desgraça, onde minhas devoções se configuram

Now that I know the truth, now that it´s no excuse

Agora que eu conheço a verdade, agora não há mais desculpas

Keeping me from your love, what was I thinking of?

Me prenda no seu amor, era o que eu estava pensando?

Holding me from your love, what was I thinking of?

Me abrace no seu amor era o que eu pensava?

You are my peace of mind, that old me is left behind

Você é minha paz, aquele velho “eu” deixei pra trás

You are my peace of mind, that old me is left behind

Você é minha paz para a mente, aquele velho “eu” deixei pra trás

He says it´s impossible, but I know it´s possible

Ele diz que é impossível, mas eu sei que é possível

He says it´s improbable, but I know it´s tangeable

Ele diz que é improvável, mas eu sei que é tangível

He says it´s not grabbable, but I know it´s haveable

Ele diz que não é por maldade, mas eu sei que é pesado

Cuz anything´s possible, oh anything is possible

Porque qualquer coisa é possível, oh qualquer coisa é possível

Please come free my mind, please come meet my mind

Por favor venha e liberte minha mente, por favor venha encontrar minha mente

Can you see my mind, oh

Você consegue ver minha mente

Won´t you come free my mind?

Você não virá libertar minha mente?

Oh I know it´s possible

Eu sei que isso é possível

Anything, anything, anything, anything, anything, yeeey

Qualquer coisa… qualquer coisa…

Anything, anything, anything, anything, yeeey

Anything, anything, anything, anything, anything, yeeey

Oh free! Free, free, free your mind

Oh liberte! Liberte sua mente!

Free, free your mind… free, free your mind

Liberdade, Liberdade para sua mente. Liberte sua mente !

Free, free, free, free your mind

Liberdade, Liberdade para sua mente. Liberte sua mente !

Oh, it´s so possible, oh it´s so possible

Oh, isso é possível, isso é possível

I´m telling you it´s possible, I´m telling you it´s possible

Estou lhe dizendo que isso é possível… Estou lhe dizendo…

Free, free… free, free… free, free… get free now

Livre, Livre, Livre, Livre… fique livre agora…

Free, free… free, free, free, free… free, free

Livre, Livre, Livre, Livre…

You´re my peace of mind, that old me is left behind

Você é minha paz, aquele velho “eu” deixei pra trás

 

You´re my peace of mind, you´re my peace of mind

Você é a paz para a minha mente

He´s my peace of mind, he´s my peace of mind

Ele é a paz para a minha mente

He´s my peace of mind, he´s my peace of mind

Ele é a paz para a minha mente

 

 

What a joy it is to be alive

Que alegria é estar vivo

To get another chance, yeah

Pra conseguir outra chance

Everyday´s another chance

Uma nova chance a cada dia

To get it right this time

Pra conseguir fazer dar certo dessa vez

Everyday´s another chance

Uma nova chance a cada dia

Oh what a merciful, merciful, merciful God

Como é misericordioso, misericordioso, misericordioso Deus

Oh what a wonderful, wonderful, wonderful God

Oh Que maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso Deus