Archive for outubro \30\UTC 2007|Monthly archive page

hoje morreu o meu pai…

Hoje fui pra terapia. Levei a carta do suicídio.  E li junto com a psicóloga. Lá, percei que tudo o que meu pai fez, foi passado. Mas eu tenho o controle da minha vida d’agora por diante. Se eu escolho morrer, a responsabilidade é minha, portanto, a minha vida é responsabilidade minha.

Percebi, portanto, que o fato d’eu não ter coragem de não me matar não representa covardia de minha parte, e sim responsabilidade. Eu não sou covarde. Sou responsável por mim mesmo.

Entretanto a morte teve que fazer a sua vítima. E a vítima foi meu pai. Meu pai morreu. Aquele pai-idealizado que eu nunca tive. Aquele pai herói que eu sempre desejei, e nunca pude ter. Aquele pai que eu sempre me iludi, achando que um dia iria me dar amor, carinho, afeto, atenção. Ele morreu. E agora eu preciso passar pelo luto.

Preciso compreender que nunca mais terei um pai assim. Preciso compreender que, por mais que ele me faça falta (assim como minha mãe me faz), ele agora está morto.

E só depois, eu vou conhecer um outro pai-humano. Um pai com falhas e defeitos. Mas pra isso, eu preciso começar assumindo que o pai-herói que eu nunca tive morreu (assim, não adianta ter esperanças que ele virá no futuro: ele morreu!!!).

Outra coisa que preciso fazer, é separar meu pai do marido da minha mãe. Preciso enxegar diferente. Só hoje percebi como eu sempre confundi o marido da minha mãe e o meu pai, e o quanto essa confusão me faz mal. Mas isso será assunto pra outros tópicos… não aguento mais escrever… vou chorar a perda do meu pai… ainda terei muito luto pela frente…

mais uma vez a morte…

Estava hoje na faculdade, agora há pouco, fazendo trabalho depois do intervalo, quando recebo uma ligação. Não consegui identificar o número, mas estranhamente resolvi atender, mesmo em sala de aula (coisa extremamente incomum, mas como havia barulho e eu estava no fundo, sozinho…)

Era um amigo. Me informou que um amigo comum havia morrido. Não soube informar detalhes precisos, mas apenas me disse que tinha sido um acidente de trânsito. Informei que assim que terminasse o trabalho, iria me ajuntar ao meu interlocutor, para irmos procurar o local do velório.

No caminho, só consegui pensar na vida do rapaz. Bom amigo ele foi. Vida bastante sofrida. Daquelas pessoas que você sempre que pode, se esforça pra ajudar. Tinha dois empregos. Casou-se pra se livrar do fardo da mãe, que esclerozada tornou-se-lhe um fardo, cujos irmãos se negavam dividir (mesmo que financeiramente). A esposa, que já tinha dois filhos grandes, era uma megera. Os filhos, piores ainda. Livrou-se d’um problema, pra arrumar três.

Mesmo assim, estava estudando para ser pastor. E tinha muito zelo no que fazia. Era diligente e esforçado. Falávamos sempre sobre teologia e filosofia. Mas todas as vezes que falávamos, ele não podia deixar de falar em quão dura a vida estava se tornando. O sentimento que eu tinha é que tudo o que ele fazia só lhe levava para uma situação pior. E o sentimento que ele me passava era que cada vez mas a vida lhe era mais dura. Mesmo assim, ele era grato, e lutava pra sobreviver. A palavra é exatamente essa: sobrevida.

Eu só consegui sentir duas coisas, no caminho de casa até encontrar com o A. (que me telefonou, e que iria comigo ao velório) : saudade de um grande e bom amigo (uma pessoa de fato confiável, amigo pra qualquer hora), e uma paz, porque ele finalmente descansou. Ele não estava com nenhuma doença terminal, mas a morte dele me pareceu um descanso.

E vou dormir com a certeza, de que as vezes uma boa morte é melhor do que uma péssima vida.

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Agora: estou triste, com a perda do meu amigo. Triste somente por ele, e por mais ninguém (nem familiares, nem esposa, nem nada). Mas sei que amanhã será um novo dia. Só não sei quando terei força pra apagar o número do celular dele, da memória do meu…

esclarecimentos…

Alguns comentários fizeram alguns questionamentos sobre coisas, e vou prestar os esclarecimentos em post, para que todos saibam à respeito do que iria responder pessoalmente aos que comentaram:

1) Do fato de estar sozinho: em partes foi resultado da morte de minha mãe e da distância de meu pai. Por outro lado, prefiro estar sozinho do que dividir apartamento, por exemplo. Já vale o ditado “antes só, do que mal acompanhado”. Assim, preservo minha individualidade. Quero dividir minha individualidade só com uma pessoa com quem eu realmente esteja disposto à abrir mão de certas coisas em favor dela… espero que encontre-a logo.

2) Minha carta de suicídio não é verdadeira (e não, não é uma brincadeira de mal gosto, e nem minha terapeuta é louca… existe todo um contexto ao redor disso, que não foi mencionado aqui), mas apenas uma simulação terapêutica. Não a colocarei aqui, por questões de privacidade, mas os principais pontos já foram resumidos aqui. A partir de agora, meu exercício de preservação de minha privacidade também inclui este blog.

4) Fiquei o FDS todo sem postar, entrar no msn e outras coisas do gênero, porque a NET VIRTUA saiu do ar.

Bom… sendo assim, digo apenas que agora estou eutímico (humor zerado…)

Mais tarde posto sobre o fim de semana.  Abraços.

é impossível ser feliz sozinho

Hoje, quando saí da faculdade, estava faminto (almocei pouco, porque tinha comido muito no café da manhã) e sem nenhum dinheiro. Não havia passado no banco. E já estava com pressa de chegar em casa (porque meu organismo é um reloginho). Pensei que a melhor alternativa seria Drive Thru do Mc Donalds, e usar o cartão de débito.

Chegando lá, antes de ser atendido, um senhor de aproximadamente 40 anos, aparentemente classe alta, numa utilitário de luxo começou a fazer seu pedido, à minha frente. Pude perceber, pela demora que era um grande pedido. Depois de fazer o meu pedido, quando ia receber, percebi que ele recebia quatro copos de milk shake e quatro de refrigerante,  e mais quatro pacotes dos grandes (provavelmente quatro promoções). Imaginei que seria para ele, sua esposa e mais suas duas filhas.

Instantâneamente senti desejo de ter uma família. Pode quem quiser dizer que a pessoa tem que suprir suas próprias carências com amor próprio; que não se deve projetar a felicidade em ninguem (e eu até concordo, em partes). Mas continuo convencido de que é impossível ser feliz sozinho. E cada dia que passa, a necessidade de família (e de convívio familiar) me parece mais forte. O que indiretamente me supre são algumas amizades virtuais cotidianas. Mesmo assim, sinto falta do abraço, do toque, da briga, do almoço em família, das conversas à pia da cozinha (lavando louças) ou ao redor da TV.

E olha que eu vivo muito bem sozinho. Não tenho nenhum problema em ficar sozinho comigo mesmo. Aliás, até gosto e preciso eventualmente estar só.  Mas eu sinto falta. Acho que, se de todo, não conseguir arrumar uma mulher e casamento, etc… (que é um dos meus sonhos…) eu pretendo adotar um filho(a) sozinho, quando tiver condições econômicas para tal. Mesmo que depois eu me case ou arrume uma mulher.

Acho que um dos meus maiores sonhos é a paternidade. Quero poder me relacionar com meus filhos e lhes dar tudo o que não recebi de meu pai. Quero me esforçar para ser bom, sem ser paternalista. Ser rigoroso, sem ser extremo… enfim, quero tentar ser equilibrado. E sobretudo amigo.

Se de tudo na vida, eu conseguir ser um bom pai, eu já estarei satisfeito.

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Na sala de justiça: me sinto levemente melancólico, lembrando de quando eu tinha uma família. Saudades de mamãe que se foi. De papai que nunca esteve. De minhas irmãs… das brigas, dos almoços de domingo. Por fim, comecei a chorar, pensando na possibilidade de ser pai. Realmente isso me comove e me excita. E sobretudo, me inspira. Não quero ser como meu pai… Agora vou dormir, sob efeito do olcadil. Leve, apesar do choro e da melancolia.

releituras…

Hoje eu tentei reler todo o blog. Quase um mês de conteúdo. Quase um mês de tratamento.

E já consigo perceber uma evolução na forma de pensar as coisas. Há uma clareza e um discernimento, que há 24 dias atrás eu não conceberia ter. Minha psico-terapeuta diz que estamos indo muito rápido (ela inclusive diz que precisa cuidar pra não ficar maníaca como eu, porque se não, ninguém irá me segurar). Mas ela também assume que o processo está em minhas mãos e eu vou levá-lo adiante com ela, sem ela, ou apesar dela. E eu concordo plenamente.

O papel dela é apenas o de me ajuda a gerenciar esses processos. Ela me faz eleger prioridades. Ela me dá visões exteriores. Ela me ajuda e ensina a resignificar vivências do passado. Ela me dá novas perspectivas.

Mas cabe a mim tomar as rédeas da minha vida. Cabe a mim controlar meu próprio humor, mesmo que ele seja arredio e renitente. Cabe a mim, e somente à mim, decidir quais memórias (boas ou ruins) do passado serão significativas no meu presente; e quais experiências eu desejarei viver no presente e no futuro. Eu tenho as rédeas de minha vida. E fazer releituras (do blog, da vida) tem me permitido ter clareza sobre todas essas coisas.

Talvez eu ainda não esteja no nível desejável. Mas é um nível que eu consegui conquistar. É onde estou. E sei que poderei ir adiante. Por isso, caro leitor, não me importo com aqueles que dizem “você não pode continuar assim” ou “não pense assim”. Como diz a propaganda do sabão em pó, não existe aprendizado sem manchas. Deixem-me manchar minha roupa para aprender minhas coisas.

E nas releituras da vida, nas observações das manchas, poderei seguir aprendendo a cada dia, uma nova maneira de ser eu mesmo.

1001 visistas

1001 visitas em apenas 24 dias (uma média de 40 visitas diárias).

Obrigado a todos que estão me prestigiando, tanto com as visitas, como com os comentários. Espero que continuem voltando, e espero poder fazer do blog um lugar que possa ajudar outras pessoas a procurar tratamento, a compreender amigos ou parentes bipolares, a quebrar o estigma da doença… enfim…  além de me ajudar, poder ajudar ao próximo.

Beijos e abraços a todos !!!

Desbipolarizando

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Começo a me sentir eufórico. Natural, afinal, 1001 em menos de um mês…

carta de suicídio…

Como uma das tarefas da terapia, eu tinha que escrever uma carta pré-suicídio, ao meu Pai. Para entender melhor, leia o ítem 3 deste tópico

Eu comecei a fazer isso ontem, mas só consegui concluir hoje. Não apenas por questões de tempo, mas porque mexeu muito forte com coisas que estavam guardadas em lugares profundos.  Fiquei muito mal ontem. Depois passei a um estágio eutímico (humor zerado, nem pra cima, nem pra baixo). Na verdade, eu parecia mais dopado. Um zumbi.

A carta foi uma sucessão de vômitos em total desordem. Parecia um caos. Mas agora estou começando a ver com clareza os principais pontos  da carta. Os principais pontos que fazem truncada minha relação com meu pai: um forte sentimento de rejeição; um forte sentimento de menosprezo; um sentimento de preferência em relação à sua outra família; rigor ao extremo, tanto no tratamento, como na expectativa de meus desempenhos; distância física e emocional. Enfim, acho que finalmente vou conseguir começar a resolver um problema que há muito tempo eu adio. Graças a minha terapeuta.

Acho que levar a carta e compartilhar com ela será uma oportunidade de começar a re-significar muita coisa do passado, e isso começa a me dar novas perspectivas. Começo a sentir esperança outra vez, apesar do gosto de morte ainda ser persistente.

Mas é isso. Agora é exercitar e seguir em frente. Dias melhores virão !!! E eles estão chegando, já estou me preparando para recebê-los.

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Enquanto isso, na sala de justiça:  continuo eutímico, mas começo a prever que meu humor está prestes à subir. Esperança é a palavra que está na mente. E há um desejo de movimento, de levantar, de andar… talvez um dos indícios fisiológicos da subida de humor.

msn…

Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

Coração, tenho sentido vc distante e indiferente,perdoe-me se disse algo que vc não gostasse.

             DESBIPOLARIZANDO               diz:

não se desculpe

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

vc tem toda razão

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

estou vivendo dias difíceis

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

problemas, pressões, trabalho

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

mas quando falo com você, eu esqueço dessas coisas

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

apesar de ainda assim parecer distante… eu é quem devo desculpas

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

Te compreendo querido… sei o quanto é corrida a sua vida….

             DESBIPOLARIZANDO               diz:

hehehheeheh

Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

e se percisares de uma amiga… eu estarei aqui sempre…. em todos os monetos que precisares

Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

eu estarei aqui

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

acabo de mandar-te um e-mail

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

espero que leia

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

na alegria

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

na tristeza

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

na saude

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

na doença

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

e que consiga ler o que o autor expressa…. foi o que eu quis transmitir

 

(nesse momento eu já visualizei a fulana e eu, vestidos de noivos, diante do altar …)

 

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

ate que a morte nos separe

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

pode beijar a noiva ???? hehehehhehehehe

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

desculpa pela piadinha… não podia deixar escapar

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

hehehehehe

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

eu o mereci

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

a piada ou o beijo ?

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

heheheheh

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

mas é só pra vc sentir que podes sempre contar comigo

 Fulana que estava conversando comigo e tinha um nick enorme, como todo nick de msn diz:

os dois

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

bem que eu queria te beijar

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

aliás

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

queria roubar-te um beijo… é mais gostoso

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

provavelmente receberia um tapa em troca

            DESBIPOLARIZANDO               diz:

mas valeria o risco

 

(…)

ausência de sinal

Ontem cheguei em casa doido pra conectar na Net. Mas não tinha sinal. Aliás, também não tinha Net Fone. Normalmente isso já me dá uma angústia danada, uma pré-sensação de pânico. Mas ontem eu consegui me controlar adequadamente.

Ontem também comecei a escrever a carta do suicídio. Me deixou meio mal, mas estou superando. Também fiquei frustrado (apesar de negar), por não ter dado certo uma viagem à trabalho que eu estava planejando para esses dias (de hoje até sexta-feira). Já sabia que não daria certo, mas ontem fiquei chateado pela forma como as coisas foram manipuladamente conduzidas.

Então aproveitei a ausência de fone e de net, pra ir dormir mais cedo, sem o auxílio de remédios. Apesar de ter acordado algumas vezes durante a noite, havia meses que não conseguia dormir tão bem sem uso dos medicamentos (ou sem estar bêbado).

Agora, estou me sentindo eutímico. Aliás, desde ontem, quando melhorei da carta.

chegando da terapia e da orientação de monografia

Eis que diante de tudo o que aconteceu hoje, a terapia foi um repasse de informações sobre os últimos quinze dias. Nos veremos nos próximos sete. Foi um balanço positivo, apesar da psicóloga ter que me freiar (ela disse que só eu posso ficar maníaco, e que ela não pode). Eu contei do blog, ela achou legal. Perguntou-me se eu daria-lhe o endereço e eu prontamente disse-lhe que sim. Ela espantou minha abertura. Eu assegurei-lhe que confio em sua ética e profissionalismo.

Como tarefas de casa, ela passou:

1) Como eu lhe disse que estou começando a prever as alterações de humor, ela começou a me pedir para perceber os preditores, especialmente os fisiológicos: mudanças de apetite, alterações no sono, no ritmo cerebral, nos batimentos cardíacos e no equilíbrio corporal, enfim…

2) Ela me recomendou que todos os posts do blog tenham uma seção de “como estou me sentindo agora”.  Achou que por uma questão de estilo, vou deixar para o final dos posts.

3) Ao lhe falar sobre o desejo de morrer (e não de me matar), mencionei o plano de escrever uma carta de adeus ao mundo; contando os motivos de me matar, apontando os erros das pesssoas para comigo e meus ressentimentos em relação à cada um deles. Ela me compeliu à escrever essa carta ao meu pai. Acho que será a tarefa mais difícil.

4) Manter as outras tarefas administradas: discernir humor próprio x humor desequilibrado pela patologia; perceber repressão de emoções; tentar desalecerar, sobretudo os pensamentos, etc…

Depois, assiti um pouco de aula e tive orientação de monografia. Preciso entregar meu primeiro capítulo em vinte dias e não tenho nada escrito. Meu orientador me confortou, mas também me pressionou para começar a escrever. Me compeliu a ler mais algum material, e me sugeriu um estilo de escrita. Foi ótimo falar com ele.

Ah… além disso, ainda tenho que estudar pras provas de um concurso que vou fazer no próximo mês. É importante que eu vá bem. E tenho que começar uns trabalhos de recuperação de duas disciplinas que eu nunca frequentei a aula. Chance que a professora está dando para esse bipolar em crise.

Ao sair da faculdade, passei no supermercado, fiz um lanche, e agora estou aqui, pronto pra começar a desacelerar.

É isso. Muita coisa à ser feita na próxima semana. Mas continuarei por aqui, nem que seja com curtas…

Desbipolarizando

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Enquanto isso, na sala de justiça…

… criei uma escala de humor que vai de -10 a 0 (da depressão profunda à eutimia) e segue de 0 a +10 (da eutimia à mania total). Diria que agora me sinto em +1. Levemente alegre, apesar de não muito. Estou começando a enxergar perspectivas em meio à todo esse caos.  Esperança é a palavra de ordem.