Lições…

Hoje eu finalmente resolvi sair da casca… claro, internet aqui é tão complicada que dá preguiça. Mas sei que precisava escrever… não só porque alguns leitores ficaram preocupados (e teve gente que até imaginou que eu tivesse suicidado), mas porque eu definitivamente preciso escrever.

Que esse blog é um eterno desabafo, nenhuma novidade. E bem… tem gente que se identifica e tem gente que acha que sou negativo demais… é questão de prisma. Sobretudo do prisma que eu decido mostrar. Enfim…

As lições que tenho aprendido, sobretudo com gente muito experiente, tem me mostrado que boa parte das construções de vida que eu levantei, na verdade são relativas. Eistein deve estar olhando pra mim agora e pensando que isso não é nenhuma novidade.

O fato é que o ditado de “quando sabemos todas as respostas, o universo muda todas as perguntas” é tão real quanto se pode literalizar. Quando acho que tenho certezas, chega um pequeno fato novo e muda tudo.

Bem… vamos aos exemplos práticos (que ficar aqui filosofando é lindo, mas pouca gente vai gostar disso por muito tempo). Ok.

Quando achei que meu desejo era ficar aqui, neste fim de mundo, economizando dinheiro e estudando pra um concurso, não apenas por falta de opção, como também porque a única opção alternativa era pior e distante… o mundo muda e eu percebo que tenho três boas oportunidades. Todas com prós e contras. Todas muito tentadoras. E todas bastante arriscadas, claro.

Quando eu decido que ficar só é a melhor coisa a se fazer… vem o universo e trás alguém que gosta de mim. Mas em compensação, a própria distância faz com que a opção seja complicada de decidir, sobretudo, porque ficar só parece mais simples e mais seguro (e não apenas pra mim, mas pra ela também).

Quando eu acho que tenho dinheiro… bem uma porra de dívida judicial e bloqueia meu saldo disponível… e olha que eu havia feito um “acordo” (daqueles de cavalheiros, de fio de bigode) e a pessoa simplesmente não cumpriu (ela me acionou judicialmente, quando eu já havia concordado em pagar até mais, só que de forma parcelada…

Enton… o pior é ter que tomar decisões de modo rápido.

E sobretudo quando a voz da experiência me provou por A mais B que muitas vezes “ficar sem fazer nada” é uma posição, e pode até ser o melhor caminho pra resolver problemas, ao menos provisoriamente… As vezes os envolvidos aprendem por si só. As vezes eles resolvem se abrir pra o novo… e o “não fazer nada” acaba sendo melhor do que fazer qualquer coisa e encontrar indisposição das pessoas.

Mudando de assunto… alguns blogs estão sendo lidos. Outros também… mesmo com a dificuldade da internet…

Comprei uma moto e agora vou entrar na auto escola. Medo de cair é enorme… e maior é o de ser pego enquanto não tiro a carteira. Mas enquanto isso, vou arriscar…

Comi pudim até dizer chega. E me entupi de chocolates. Acho que é hora de aumentar a dose dos remédios.

Estou de saco cheio de trabalhar… mas estou há nove sábados na correria, pra poder tentar bater uma meta (e ganhar cinco dias de folga, se conseguir). Será se vale a pena?

Pretendo passar o natal no exterior… Vai ficar barato. Mas vou sozinho… antes só do que mal acompanhado??? Ou antes no luxo e sozinho ??? Dúvida…

Agora tenho que ir. É tarde.

Abraços e beijos aos leitores…

Sem um título adequado, como sempre…

Nos poucos momentos que consigo acessar a internet, tenho me dividido entre responder e-mails, manter vínculos antigos, ler meus blogs preferidos e procurar material de estudo. Aliás… estudar tem sido uma coisa que eu tenho desejado fazer, mas não passo disso.

Tenho trabalhado muito e, contraditoriamente, é o que ultimamente tem me dado maior prazer. Beber com os amigos e ir pra balada já não me faz tão bem. Aliás, tem me feito mal: vejo caras e rostos, sinto-me mal-amado e me mal-amo, deprimo-me e volto pra casa vazio. E depois fico me questionando se algo seria diferente se eu fosse bonito.

O que tenho percebido é que quem é bonito (e sobretudo se for narcisista ou ao menos metrossexual) acaba limitado a ser superficial ou sofrer em busca de algo que nunca é conquistado.

O fato é que eu não tenho tido coragem para ir além de trabalhar. Estudar e me exercitar fisicamente tem sempre ficado em último plano. E mesmo o sono tem sido substituido, moderadamente, por trabalho. Sinto-me reconhecido e valorizado, muito embora o aspecto social do trabalho tenha me angustiado: meu sarcasmo e acidez tem se revelado cada vez mais fortes, violentos, exagerados e inapropriados. Sei que as pessoas gostam, mas isso acaba me isolando e criando uma imagem estranha de mim – e junte-se à isso o ciumes do “recém-chegado”, que no meu caso, estou demonstrando que nem sempre os “velhos de casa” são os merecedores dos elogios.

O que me assusta é a minha conclusão de que eu realmente necessito de alguém com quem conversar. Tirando uns pouquíssimos amigos virtuais, eu estou totalmente isolado. E pareço me acostumar com isso de uma forma tão trágica e auto-sabotadora, que acabo cumprindo uma auto-profecia: o destino de terminar só. Mas esses amigos virtuais ainda são insuficientes… aqueles que sabem do meu TBH são mulheres… os que são homens não sabem de nada… e bem… o único TBH homem que tenho em meu msn (e que acompanho o blog) sequer me dá moral, muito embora ele sempre deixe um ou outro comentário aqui só pra ser educado…

Pessoas mentem. Fato. Eu sou pessoa. Segundo fato. Eu minto. Conclusão lógica. Mas boa parte das minhas mentiras, em geral sempre omissões e não exatamente distorções, são uma busca desenfreada por sobrevivência. Meu desejo que não ser descriminado só por ser diferente. Aliás…mesmo os aparentemente tolerantes (e que aceitam minhas diferenças) acabam hora ou outra me olhando com pré-conceito e me excluindo de certas coisas.

Tudo o que eu queria era ser verdadeiro, sem que as verdades existenciais me fossem imputadas como maldição, pecado, desvio de caráter… É esse o amigo que eu preciso. Alguém que possa me conhecer, me entender e não me julgar. E diga-se de passagem, sou julgado por verdades que eu não escolhi, e que eu não posso mudar, como por exemplo o fato de ser bipolar. E olha que tudo o que esteve ao meu alcance foi feito, e acho que amenizei o máximo possível, e sempre sublimo minhas “verdades” para não encomodar ninguém.

Foda.

Notebook na cozinha, calor dos infernos. Sono latente. E uma baita inquietude dentro de mim. E mesmo que eu ainda consiga discernir as coisas (ou pelo menos acho isso), eu não sei exatamente se devo me procupar. E tudo que eu queria agora era ter uma internet rápida, que me permitisse usar o msn… baixar filmes e músicas seria luxo… Nem paz eu peço mais, porque sei que isso é um conceito extremamente abstrato e chega quase a ser paradoxal…

É isso. Foda ao quadrado.

E prossigo no celibato. Sinto desejo, mas até a masturbação me desanima (muito embora ontem eu tenha tido um motivo especial, e nesse caso foi uma excessão). Hoje em dia temo por minha inexperiência. E pelo receio de não satisfazer. Aliás… nem sei se vejo mais graça no prazer, tamanhas neuras eu tenho desenvolvido hoje. Medo. Sobretudo de ser usado novamente, ou no mínimo, de fazer sofrer…

Não que eu tenha sido usado. E nem que eu tenha medo de ser esse o caso futuro (recadinho de entrelinhas: minha cara Firmina, Lorenzo não está falando de você, ok?). Mas todas as vezes eu sempre me vitimizei, me fiz de objeto pra disfarçar a inabilidade, ou a ausência de laços afetivos… preferi me enganar e pensar que fui usado como objeto, à acreditar que eu não fui capaz de gerar sentimentos ou de ser hábil o suficiente para laçar alguém pra mim.

Bem… estou achando que viverei cem anos de solidão.

E pra encerrar… estou lendo em espanhol o livro “Memórias de mis putas tristes”… e acho que quem tá triste não são as putas…

Beijos e abraços aos leitores. Obrigado pelas visitas e comentários. Desculpem não responder, mas como disse… a internet tá precária (escrevi o post no bloco de notas para só então tentar postar).

Fui

Amoras

Eu tenho me fartado delas… curiosamente, aqui é um lugar onde elas abundam. E eu que sempre adorei amora e tinha que ficar mendigando no pé-alheio, estou me dando ao luxo de tomar suco e creme de amora praticamente todos os dias. E alguns dias duas vezes.

E acabei pensando… como será que uma frutinha tão minúscula pode exercer um fascínio tão grande?

Bem… deixando essas minhas enculcações de lado, hoje o dia foi… estranho. Eu fui posto pra fazer um serviço bem braçal (vistar uns documentos, repetitivamente). E depois eu pensei que tem gente que faz coisas assim e devem estar satisfeitas. E eu reclamando porque não precisava pensar…

Bem… eu já disse pra vocês que entre os quatro e cinco anos eu tive um amigo imaginário? Não? Poisé… e eu só liguei que dois-e-dois são quatro, quando me disseram que papai noel não existia. Sério… eu liguei os pontinhos e percebi que meu amigo imaginário também não deveria existir, já que ninguém mais o conhecia ou falava com ele. E puft…. ele sumiu.

Desde então me sinto sempre só. Talvez a falta de uma pessoa tão próxima, mas tão próxima… que eu pudesse simplesmente ser eu mesmo. Dizer não e sim com simplicidade. Ser totalmente expontâneo. Amar como se fosse eu mesmo… e ser compreendido. Até amigos costumam querer te moldar de algum modo… Acho q é por isso que eu sempre pareço solitário.

Bem… quanto ao fim de semana… pretendo sair com os “novos” “amigos” (aspas pra cada uma das palavras separadamente), pra ir ver muamba do lado de lá da fronteira. E talvez ir a um dos hotéis paradisíacos pra almoçar…

E ficar na vontade de ir pra capital do lado de lá… em setembro, talvez…

Fronteira

Agora que estou morando na fronteira, consigo perceber claramente o quanto as realidades podem se desfocar e o surreal conviver lado-a-lado com gente normal.

Do lado de cá pobreza, miséria, falta de “estudo”, mas bastante humildade, generosidade, solidariedade e vontade de viver e de ser feliz. Não existe saneamento, medicina básica, educação de qualidade, asfalto… Do lado de lá, por outro lado, a sensação é de que se está num filme. Mesmo o país sendo ainda mais pobre do que o nosso, as pessoas lá parecem ter condições muito melhores de inserção social. E agem como se fossem superiores…

Estranho… ontem fui em uma danceteria do lado de lá, e a sensação foi de estar em um filme policial, entrando numa danceteria caribenha para investigar alguma coisa… a sensação de que eu iria conhecer uma mulher e me apaixonar era iminente. Mas foi apenas sensação mesmo…

E bem… hoje eu apenas dormi e divaguei. Desejei ter tido alguém que sequer conheço pessoalmente. Desejei dançar valsa num enorme gramado cheio de lírios. Desejei entrar num avião e ir pra europa. Desejei não ter divulgado meu novo número telefônico pra algumas pessoas. Desejei poder morar do lado de lá, mesmo que isso me pareça egoísta demais. Desejei não precisar tomar remédios e conviver com a bipolaridade. Desejei contar pra todos, e não ter que viver escondendo essa condição médica (e colocando os remédios pro TBH dentro de um vidro de “protetor gástrico” para justificar a medicação em horários controlados). Desejei não ter que dividir alojamento com outra pessoa. Desejei que alguém fosse embora… Desejei uma internet mais rápida e estável. Desejei emagrecer sem fazer forças…

E bem… agora eu só desejo dormir bem.

Häagen Dasz

Hoje fui comer peixe, na cidade, agora de noite. Aproveitar pra matar a vontade. E acabei enxendo a cara (porque bebi duas cervejas rápido e não tinha comido absolutamente nada durante todo o dia). Fiquei tonto… nada mais.

Quando cheguei… lembrei que esqueci um pote fechado de Häagen Dasz no freezer do meu apartamento, que foi alugado mobiliado. Depois pensei bem, e achei que não faz muita diferença. Comer Häagen Dasz sozinho é deprimente demais: só iria sentir tristeza se eu tivesse uma boa compania para comê-lo e ele estivesse longe.

Aliás… pensei de novo em soltar pipa. Amarelo com Roxo… ou Vermelho com Roxo… Ok. Pra mim poderia ser verde escuro com verde claro, ou azul com amarelo… ou azul com roxo. Acho que faria um bom par… E bem… linha sem cerol, ok? E depois dividir o Häagen Dazs com uma só colher… ai ai ai… como estou emotivo e carente.

Bem… beijos ou abraços pra que lê.

Distância

Naquele dia eu quis ir longe, muito longe. Mas naquela situação, ir para longe era impossível. Foi o penúltimo dia antes da minha ida embora. O dia final para conseguir arrumar a mudança – coisa que eu sequer havia começado a fazer. E meu desejo era pegar o carro e dirigir em direção ao nada… e só parar quando o combustível acabasse. Fuga. Fuga da responsabilidade de selecionar o que ficaria no passado e o que entraria na minha nova vida.

Ao contrário do que todos previram (até eu mesmo), eu não senti tristeza, ansiedade, medo… nenhum sentimento assim. Apenas indiferença e fuga das responsabilidades. E eu não estava adiando o impossível, pelo contrário, eu queria muito que tudo aquilo acabasse logo, e finalmente eu começasse a viver a nova vida logo. Seria simples se eu pudesse deixar tudo para trás. Mas isso eu também não podia fazer.

E bem… fiz o que era necessário e fui. Ou melhor, vim. É que hoje estou chegando na capital do novo estado… fiz a perícia médica e voltei para o hotel, que foi selecionado num bairro afastado de forma proposital: além de gastar consideravelmente menos – já que além de ter que pagar do meu bolso, tomei um calote de três mil reais e fiz muitos gastos com a mudança… e só receberei salário no próximo mês (muito embora minhas economias me possibilitassem ficar num hotel melhor). Só a mudança vai ficar em uns três mil reais… os exatos três mil que eu tomei calote…

E bem… antes que eu esqueça… o outro motivo para ficar num hotel de bairro afastado foi resistir ao desejo de bater perna pela cidade e fazer gastos desnecessários… coisa que ainda teria despesas pra levar pra nova cidade, que fica longe daqui, e sem acesso rodo-ferroviário.

Segunda-feira estarei na nova cidade e no novo emprego.  Simples e sem ansiedade. E espero me adaptar bem. E ficar pelo menos uns cinco anos. Só.

E meu desejo de ir tão longe arrefeceu. Mais longe que eu estou… agora só pode ser depois que eu chegar na nova cidade. E nem estou com receio ou medo de ir. Apenas… é como se estivesse mudando de rua. Também não sinto desejo de voltar. Aliás… essa idéia sim, me assusta. Muito.

E vamos em frente.

Aos amigos virtuais, aos leitores aviso: pretendo continuar postando, se a internet me permitir. Não deixem de visitar. Também continuo visitando os blogs amigos, mesmo sem deixar comentários. Destaque especial (e forte abraço) pra Ella, pro Bipo, pra Alina, pra K., e pra Tetê.

Aliás… a primeira coisa que pensei quando cheguei na cidade foi em soltar pipa. E talvez eu compre o material pra levar pra outra cidade. Beijos, Tetê.

Beijos aos demais…

Aleatoricidades

Duas coisas que adoro são neologismos e eufemismos. Eufemismos pela genialidade que é amenizar o sentido de coisas, sobretudo aquelas “inamenizáveis”. Neologismos porque minha mente, na maioria das vezes é tão doida ao ponto de não saber como descrever o que penso sem que pra isso seja necessário inventar uma palavra nova – mesmo que ela seja derivada (lembro-me, de modo inútil das aulas de português: derivação por regressão) de outra palavra existente. É o meu fantástico mundo de bob particular.

Aliás, por falar em lembranças de coisas inúteis, eu já mencionei que desenhava a tabela periódica em plena aula de Direito Constitucional  – e que na época que eu precisei desenhar a tal tabela, eu tirei nota mínima pra aprovação (e olha que consegui pontos extras de um trabalho). Sim, eu detestava química… e lembro até hoje de distribuição eletrônica de linnus paulling e outras merdas que na época que eu precisava eu não consegui aprender.

Sim… hoje minha mente está dispersa. Mas, ou eu vinha escrever as tais aleatoricidades, ou não iria postar por mais uns bons dias. Talvez meses. É que todas as últimas vezes que pensei em postar (e que tive tempo pra isso), quando eu cheguei ao teclado eu travei. E bem… talvez eu fique sem internet por uns bons dias (como já disse, talvez meses). É que arrumei um emprego pra ir pra ffronteira da Venezuela. Serei Funcionário Público… desses administrativos que atendem balcão e dão carimbaço em papéis… mas a grana é até boa. E melhor é a vontade de me livrar do meu mundo atual.

Sobre meu aniversário – que foi há alguns dias atrás, a comemoração, apesar de ter sido “padrão”, me deixou bastante feliz. Saí com a família, dias antes,  e fomos comer… Nada demais… no dia eu trabalhei e nada demais. Senti falta de pessoas que estão longe. Mas isso é assim em qualquer data “especial”.

Sobre meu emprego anterior… bem… fiz, em dois meses, o serviço que oito pessoas levaram quatro anos para não conseguir fazer. E o mérito acabou sendo pra quem “supostamente” construiu o caminho. E mesmo gente que estava se opondo à realização (porque imaginava ser desperdício de recursos, afinal, o trabalho parecia impossível) acabou saindo na foto da primeira capa, enquanto eu recebi apenas um agradecimento formal. E ao que tudo indica, nem meu pagamento desse mês eu irei receber (já que estou indo embora). de qualquer modo, isso reforçou um sentimento de “eu posso ir aonde eu quiser”. E isso foi impagável.

E bem… nesses dias eu estou à ponto de surtar. A nomeação para o tal serviço público me pegou de surpresa. Preparar em quinze dias uma mudança internacional é bem complicado pra qualquer um. E ainda tenho que fazer duas páginas de exames… Detalhe: precisava de um laudo psiquiátrico dizendo que eu sou mentalmente são para poder tomar posse. Mas como moro em cidade pequena, de interior, existem apenas três ou quatro psiquiatras. Dois deles já me conhecem e os outros dois só atendem particular (e estão com as agendas lotadas até o próximo mês). Resultado – tive que ir pra outra cidade fazer o exame psiquiátrico. No final o psiquiatra disse que o exame deu normal…

Ao sair do psiquiatra eu simplesmente acabo entrando numa sexshop e comprando um vibrador – mas como algo totalmente sem premeditação e com a maior naturalidade do mundo. Como quem compra pão de queijo na padaria. Deve ter sido o massageador… E de lá acabei passando num desses cinemas pornôs (que eu nunca tinha tido coragem de entrar – o máximo que eu fazia era ir nas cabines individuais de filme). Entrei e fiquei mais prestando atenção nos caras que entravam e saiam, do que no filme em si. Eu até ria da situação… era mais a curiosidade de ver como as pessoas supostamente hétero se comportam em locais assim…

E me supreendi. Fiquei pouco mais que uma hora. Entrou um casal, que mais parecia um cara e uma dessas prostitutas de “dé-rreau-a-chupadinha” e eles ficaram no maior amasso, mas nada demais. Depois mudei de lugar e vi um cara solitário. Ele parecia assistir a um filme tedioso. Nem sequer passava a mão na calça… Mas de repente chegou um garoto, de uns 18 anos, acho, bem bombadão, e sentou ao lado dele… e de repente ele ajoelhou-se e bem… já sabe…

Quando tava quase saindo, sem nada fazer, vi dois caras se pegando numa sala anexa – uma espécie de dark-room. Minha cara de pau foi tamanha que eu simplesmente sentei perto deles e de repente o cara “ativo” veio pra cima de mim. Descobri que na verdade ele queria um outro ativo para traçá-lo (e que ele só estava comendo o outro por falta de opção). Eu de imediato falei que só curtia vouyerismo e ele foi embora (enqanto o outro ficou se masturbando próximo a mim). Quando eu ia me retirando, o cara chega com dois outros e o negócio virou uma suruba infernal… Como ninguém é de ferro (e eu nunca tinha visto uma coisa assim ao vivo), aproveitei pra fazer amor comigo mesmo (lembra do eufemismo, hein?).

Daê hoje passei o dia todo ensaiando ir pra casa. Preciso arrumar minha mala de mudança mas estou até meio deprimido pra voltar pra casa. Ainda estou em outra cidade, na casa de parentes. Terei que voltar, não apenas pra pegar meu passaporte, como pra embarcar no vôo com destino a nova vida. E talvez agora eu resista em voltar pra casa, por medo de ter que deixá-la pela última vez. Durante todo o sofrimendo dos últimos anos, mesmo que aquela cidade tenha sido o inferno, minha casa sempre foi o meu refúgio. Coisa de Canceriano/Geminiano. E então passo o dia dormindo e assistindo House, MD.

Acho que isso é um rebote de transtorno bipolar. Isso tudo. Desde o cine porno até a deprê que me leva para o abuso de séries e camas… Tive que suspender o uso da medicação – porque fatalmente apareceriam no exame de sangue e de urina –  e seriam uma celeuma para a minha posse no novo emprego… E sem contar com todo o estresse dos últimos dias – finalização do trabalho no emprego anterior, a demissão, o aniversário (e as lembranças que ele evoca), o golpe no pagamento do meu salário do mês anterior, as providências sobre aluguel da casa, a mudança, os exames, a família…

Bem… hoje aproveitei (os vários dias sem, internet) pra botar a leitura de blogs em dia. Estou devendo atualizar a lista de link’s (e inserir alguns blogs que eu já comecei a ler e retirar outros que desapareceram), mas hoje além de lutar com o pensamento acelerado e doentio, tenho que lutar contra um computador feladaputa que insiste em congelar a digitação de três em três minutos. Já não basta eu não conseguir externalizar com velocidade suficiente o que minha mente pensa… ainda tenho um computador que me atrasa mais ainda…

Bem… é isso. Volto quando puder – se lá na Venezuela tiver internet decente, o que eu acho complicado.

De qualquer forma tento manter contato, mesmo que mensal. Continuem comentando e mandando e-mails.

Bjos e abraços aos leitores (as).

Como manter o equilíbrio em cima da corda bamba?

Essa é a pergunta que tenho me feito nos últimos dias. Estou trabalhando num emprego novo, e isso todos já sabem. O fato novo é que meu trabalho, apesar de ser bastante gratificante, de não ser nada monótono e de me valorizar enquanto profissional, é um trabalho totalmente contrário ao equilíbrio. Meu chefe é um porra-louca da mais alta porra-louquice. Meus horários são uma zona. Meu acesso à dinheiro é relativamente aberto. E eu estou completamente perdido.

Não no emprego, claro. Sou bom no que faço, e o que faço, sei fazer da melhor maneira possível – melhor inclusive do que alguns que já estão há muito tempo no ramo. Estou perdido é com meu transtorno bipolar. Como tenho um chefe altamente megalomaníaco (e desconfio, bipolar ao cubo), todo o meu transtorno contido acaba parecendo brincadeira de criança, perto dele. E infelizmente, acabo sendo estimulado à megalomania – coisa que eu sei não ser nada seguro para mim. É como se estivessem o tempo todo oferecendo álcool a um alcóolatra em recuperação. Só que não sabem que eu sou um bipolar, e por isso me “tentam” o tempo todo. E mais… acham que é normal oferecer álcool às pessoas. Não sabem o risco que corro em ser tentado constantemente.

Ironicamente, tirando o sono perdido (que me faz muita falta), a mudança da rotina “equilibrada” de alimentação, sono, horários de trabalho, viagens, etc… não parecem ter me feito mal (ou ao menos muito mal). Talvez o fim da minha insatisfação profissional tenha maquiado… não sei… mas como já disse, tirando o sono, me sinto tão bem quando poderia me sentir.

Talvez o dinheiro – que realmente parece ser a raiz de muitos dos meus males, para não dizer todos – que hoje tenho (e que deixa de ser uma grande preocupação, afinal) tenha me dado um alívio. Digo… antes se eu atendia qualquer desejo, me endividada. E isso logo parecia ser um forte sintoma do TBH. Agora… gasto, me realizo, e isso nem parece ser tão ruim assim. Ou talvez eu não queria enxergar… mas vou indo.

O maior problema dessa rotina louca é o afastamento dos amigos. Os da internet e os reais. Em uma semana, eu entrei na internet apenas pelo celular, pra checar e-mails. E boa parte das ligações de amigos reais que recebi, foram recusadas por estar em meio à importantes reuniões ou em locais onde o uso do celular não é permitido…

E eu me pergunto, como manter o equilíbrio… Quer dizer… nem sei se estou desequilibrado ou não. Tudo é muito novo – sensações, possibilidades, limitações… Espero que eu consiga lidar com isso tudo.

E pra que o post não se torne tedioso demais… lembrei que comprei um massageador para as costas… E uma noite dessas resolvi tentar outras utilidades – passei nos pés… depois massageei as pernas, e por acaso fui para o baixo-ventre…. De lá o massageador foi para meu pau aquele-lugar-que-não-devo-falar-na-internet-para-ser-politicamente-correto… e bem… pode ser estúpido, mas depois de uns oito minutos… tive um orgasmo que há muito eu não tinha. Eu já havia imaginado uma mulher se masturbando com um negócio daqueles… mas não imaginei que poderia, sendo homem, fazer algo semelhante. E isso me deu idéia do que querer de presente de aniversário – que está quase chegando: quero um grande e forte orgasmo. Ou vários. De preferência que não seja solitário.

Agora… vou indo. Depois deixo mais posts. Ah… continuo lendo os recados, os blogs amigos… mesmo na correria, não esqueço de vocês.

Novo emprego

Tenho gostado bastante do novo emprego, exceto nos raros momentos de tensão – onde toda a equipe quer confrontar o chefe, mas ninguém tem coragem: todos me estimulam, dizem que vão me apoiar, e quando eu começo, todos caem fora. De qualquer forma, estou gostando bastante.

Por outro lado, tenho tido cada vez menos tempo para a internet. Em parte isso é bom, porque a internet já não era mais a mesma coisa. Mas sinto falta de algumas pessoas, que de tão próximas, emocionalmente falando, se tornaram especiais, mesmo estando distantes fisicamente.

Nos últimos dias eu estive em Brasília. E como meu irmão aproveitou pra vir passar férias em minha casa exatamente nesse período de transição para um novo emprego… ele tem me acompanhado em minhas viagens de trabalho. Felizmente ele é super tranquilo, e não estressa com isso.

Bem… eu nem poderia estar aqui, agora. Tenho coisas à fazer. Mas tinha que passar pra dizer que estou com saudades de muitas pessoas, que mesmo sem postar tenho lido os comentários e que não pretendo abandonar o blog.

É isso. Sobre minha saúde mental… depois posto uma notinha.

Fui.

Atenção senhores passageiros do vôo…

Acho que nesses últimos doze dias eu ouvi mais essa frase do que meu próprio nome. Agora estou no aeroporto, prestes a – finalmente – embarcar pra casa. O avião está pelo menos cinquenta minutos atrasado, mas isso vai me dar tempo pra checar e-mails, pagar minhas contas pelo internet banking e postar aqui no blog.

As viagens só me renderam serviço. Aqui, agora. E para o futuro. Só o relatório de prestação de contas me deixará umas duas horas com serviço entediante. E bem… quase não pude passear.

De qualquer modo, valeu muito. Só as paisagens que vi são suficientes para valer à pena. Tirei algumas fotos – poucas, é verdade. Mas as memórias valem muito mais do que tudo. Da minha cidade, para o país. E futuramente, quem sabe, para o mundo.

Mas o maior resultado da viagem foi perceber quanto potencial existe dentro de mim. Foi notar que no passado eu tinha que marcar uma fala de quinze minutos com o presidente da empresa, e me sentir “favorecido” por ser atendido. E me portar como um robô, sempre com as mãos debaixo da mesa e com as maiores formalidades. Sentir medo, de falar algo e ser mal interpretado, de ser mandado embora… E hoje, perceber que eu transito entre pessoas importantes, influentes e muito maiores do que o próprio circulo de relacionamento do presidente de minha empresa. Autoridades nacionais. E ando de cabeça erguida, trato com as autoridades de igual pra igual.

E… bem… As notícias já estão se espalhando pelo meu antigo emprego. O pessoal acha que é só vida boa. E bem… não é vida boa, mas o lado mal do meu ser adora que outros sintam inveja – sobretudo pessoas que nunca me valorizaram ou me deram crédito.

Bem… é isso. Bateria no notebook acabando… e vôo sem nem previsão.

Depois passo aki. Abraços a todos.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.