Lições…

Hoje eu finalmente resolvi sair da casca… claro, internet aqui é tão complicada que dá preguiça. Mas sei que precisava escrever… não só porque alguns leitores ficaram preocupados (e teve gente que até imaginou que eu tivesse suicidado), mas porque eu definitivamente preciso escrever.

Que esse blog é um eterno desabafo, nenhuma novidade. E bem… tem gente que se identifica e tem gente que acha que sou negativo demais… é questão de prisma. Sobretudo do prisma que eu decido mostrar. Enfim…

As lições que tenho aprendido, sobretudo com gente muito experiente, tem me mostrado que boa parte das construções de vida que eu levantei, na verdade são relativas. Eistein deve estar olhando pra mim agora e pensando que isso não é nenhuma novidade.

O fato é que o ditado de “quando sabemos todas as respostas, o universo muda todas as perguntas” é tão real quanto se pode literalizar. Quando acho que tenho certezas, chega um pequeno fato novo e muda tudo.

Bem… vamos aos exemplos práticos (que ficar aqui filosofando é lindo, mas pouca gente vai gostar disso por muito tempo). Ok.

Quando achei que meu desejo era ficar aqui, neste fim de mundo, economizando dinheiro e estudando pra um concurso, não apenas por falta de opção, como também porque a única opção alternativa era pior e distante… o mundo muda e eu percebo que tenho três boas oportunidades. Todas com prós e contras. Todas muito tentadoras. E todas bastante arriscadas, claro.

Quando eu decido que ficar só é a melhor coisa a se fazer… vem o universo e trás alguém que gosta de mim. Mas em compensação, a própria distância faz com que a opção seja complicada de decidir, sobretudo, porque ficar só parece mais simples e mais seguro (e não apenas pra mim, mas pra ela também).

Quando eu acho que tenho dinheiro… bem uma porra de dívida judicial e bloqueia meu saldo disponível… e olha que eu havia feito um “acordo” (daqueles de cavalheiros, de fio de bigode) e a pessoa simplesmente não cumpriu (ela me acionou judicialmente, quando eu já havia concordado em pagar até mais, só que de forma parcelada…

Enton… o pior é ter que tomar decisões de modo rápido.

E sobretudo quando a voz da experiência me provou por A mais B que muitas vezes “ficar sem fazer nada” é uma posição, e pode até ser o melhor caminho pra resolver problemas, ao menos provisoriamente… As vezes os envolvidos aprendem por si só. As vezes eles resolvem se abrir pra o novo… e o “não fazer nada” acaba sendo melhor do que fazer qualquer coisa e encontrar indisposição das pessoas.

Mudando de assunto… alguns blogs estão sendo lidos. Outros também… mesmo com a dificuldade da internet…

Comprei uma moto e agora vou entrar na auto escola. Medo de cair é enorme… e maior é o de ser pego enquanto não tiro a carteira. Mas enquanto isso, vou arriscar…

Comi pudim até dizer chega. E me entupi de chocolates. Acho que é hora de aumentar a dose dos remédios.

Estou de saco cheio de trabalhar… mas estou há nove sábados na correria, pra poder tentar bater uma meta (e ganhar cinco dias de folga, se conseguir). Será se vale a pena?

Pretendo passar o natal no exterior… Vai ficar barato. Mas vou sozinho… antes só do que mal acompanhado??? Ou antes no luxo e sozinho ??? Dúvida…

Agora tenho que ir. É tarde.

Abraços e beijos aos leitores…

5 comentários até agora

  1. Raquel on

    Que bom que se preocupa em saciar a nossa fome de ler seus desabafos. Que pena que vai estar sozinho no Natal. Quem sabe até lá não apareça alguém? Comprou uma moto? Que coragem! Eu ainda estou nas aulas apenas e pelo andar da carruagem ela vai ficar guardada junto com a carteira B. Espero que tudo se resolva logo e que tome as melhores decisões! Beijos! Te adooooooooooro pra sempre!

  2. Mali on

    É bom ter noticias suas!
    Um bjo grande!

  3. Alina on

    Desejo melhoras pra você!
    Beijão!!

  4. fenix on

    Leio vc de forma fragmentada. Comecei lendo do fim, fui dando olhadelas pelo meio, devorei então o início…E hoje volto a ler, do fim que ao mesmo tempo é o começo, seu e meu. Cada dia é uma incógnita, então por mais que eu conscientemente queira seguir sua sequência, eu percebo que não há sequências. São vivências em saltos quânticos.Bom compreender isso. Eu leio suas vivências em dias, em meses, em anos diferentes. Para mim não são coisas aleatórias, mesmo que possam parecer. Leio vc e tudo forma um conjunto “caoticamente harmonioso” (que blasfêmia!) à minha compreensão. Uma comparação seria uma daquelas colchas de retalhos, feitas de estampas e materiais diversos, mas que ao serem reunidas, compoem um todo belo e harmônico.
    Gosto do seu caos, não, talvez não dele, pois não sei o quanto te custa esse caos. Mas gosto do modo como traduzes e convives com ele. Vc já sabe, mas quero ser mais um a dizer o quanto nos ajuda ao desnudares a tua alma a todos nós.
    Eu, que muitas vezes sofro tanto com meus “destemperos”, com meu comportamentos estranhos, com minhas manias…eu, que convivo comigo, com alguém que eu me identifico mais, digamos assim,recorro a vc, aos teus escritos, qdo estou me sentindo só e não quero, e repudio o fato de ser tão diferente. As tuas palavras, a tua sinceridade, a tua oscilação, até mesmo a tua ausência, me acalentam o espírito.
    Eu, que tenho uma vida aparentemente normal,trabalho, marido, filhos, cachoros, gatos, família bem próxima, vida normal de obrigaçãoes e prazeres, me vejo revelada, compreendida, e vivenciada por vc. Um abraço

  5. Patricia on

    Também tenho tido vontade de mais chocolates. Penso seriamente em aumentar a minha dose de Amato. Ultimamente tenho feito uma coisa estranha: eu compro os chocolates e estoco. Quando me dá depressão, eu como muito.


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